Comentário da manhã

Comentário da manhã – 11/12/19 (11h18min) SOJA – CBOT opera em leve baixa nesta quarta-feira, a U$ 9,01/janeiro – depois de seis sessões de alta e recuperação dos U$ 9,00 na posição presente.

A interrupção dos ganhos é atribuída a diversos fatores: O relatório de oferta e demanda (WASDE), divulgado ontem, não reduziu os estoques norte-americanos e mundiais de soja como era esperado; portais de notícias internacionais exibem certo pessimismo em relação ao acordo comercial; persistência da febre suína africana – com a consequente redução dos rebanhos de suínos – continua a pressionar os volumes de demanda global; os EUA são mais afetados por que ainda não há nada definido nas negociações para arrefecer a guerra comercial.

Soma-se a isto a previsão de safra cheia e recorde no Brasil.

O relatório divulgado ontem ficou em linha com relatório do mês de novembro – francamente neutro.

A produção de soja norte-americana segue avaliada em 96,62MT; a área, em 30,60MH; a produtividade, em 52,67SC/HA e os estoques finais, em 12,92MT.

Em relação aos números globais, a produção aumentou cerca de 1MT em relação ao mês passado, para 337,48MT; os estoques também refletem esta alta, previstos agora em 96,40MT.

Para o Brasil é projetada uma safra de 123MT, com exportações de 76MT.

As importações chinesas ficaram em 85MT.

Avaliações sem alterações em relação a novembro.

A China pretende recuperar entre 70%/80% dos níveis de produção de suínos até final do próximo ano – comparativamente aos níveis de produção anteriores à crise sanitária.

Porém, a epidemia é muito mais severa do que se imaginava e se espalha pelo globo de maneira alarmante.

A China solicitou ajuda a centros de pesquisas canadenses para descobrir uma possível vacina; mas, o fato é que os cientistas estão sendo desafiados pela complexidade do vírus e, até agora, nenhum progresso foi feito.

Com pouca soja disponível e muitas empresas com suas posições já encerradas, o mercado spot segue em ritmo lento.

Além disso, o preço caiu consideravelmente nos últimos dias, pressionados pelo câmbio em queda, apesar de alguma recuperação dos preços na bolsa norte-americana.

Indicações de compra no oeste do estado na faixa de R$ 83,00/84,00 – dependendo de prazo e de local.

Em Paranaguá, na faixa entre R$ 88,00/89,00.

MILHO – CBOT opera em ligeira baixa nesta manhã de quarta-feira, a U$3,76/março.

Na sessão de ontem, pregão fechou em baixa de 2,5/cents.

O relatório de oferta e demanda, apresentado ontem pelo USDA, trouxe números idênticos ao relatório do mês de novembro, com mínimas alterações.

Nos EUA, a produção de milho segue avaliada em 347,01MT; a área, em 33,10MH; a produtividade, em 174,70SC/HA e os estoques finais, em 48,53MT (1,3MT acima da expectativa dos analistas).

No mundo, a produção aumentou cerca de 6,0MT, para 1.

108,62MT; os estoques finais seguem a mesma linha de alta e passam a ser estimados em 300,56MT.

Na China, a produção segue projetada em 260,77Mt e os estoques finais, em 201,07MT.

Ao mesmo tempo, a produção brasileira é avaliada pelo USDA em 101MT, com exportações em 36,0MT.

Para a Argentina, a produção está estimada em 50MT, com exportações de 33,5MT.

Indicações de compra, no oeste do estado, entre R$ 41,50/43,00 – dependendo de prazos e de localização.

Porto se mantém com indicações entre R$ 41,50/43,00 por saca.

(AS INDICAÇÕES DE PREÇO, TANTO PARA SOJA QUANTO PARA MILHO, SÃO UMA IDEIA GENÉRICA DE PREÇOS PARA O OESTE DO ESTADO E, EVENTUALMENTE, PARA O PORTO DE PARANAGUÁ.

PARA INDICAÇÕES MAIS PRECISAS É NECESSÁRIO SUBMETER O LOTE EM QUESTÃO NUMA PROPOSIÇÃO FIRME DE VENDA PARA O MERCADO – PARA ISTO, LIGUE PARA GRANOESTE: (45) 3220-8383).

DÓLAR – Opera em forte baixa neste momento, a R$4,12.

(GRANOESTE CORRETORA – Camilo/Stephan).