Comentário da manhã

Comentário da manhã – 17/12/19 (09h45min) SOJA – CBOT opera em leve alta, a U$ 9,24, depois de registrar sólidos ganhos, de 14 cents, na sessão anterior – e ganhos de 30 cents nas últimas três sessões.

O mercado continua otimista com o acordo da fase I entre China e EUA – que promete promover um retorno ao leito normal do fluxo de bens e serviços entre as duas maiores economias do mundo.

Como parte das negociações, a China deverá intensificar as aquisições de produtos agropecuários nos EUA para algo como U$ 40 bilhões por ano.

Analistas avaliam que este é um número alto demais para ser alcançado e demandará um esforço adicional por parte dos chineses.

No ano passado, a China comprou U$ 19,6 bilhões em produtos agropecuários dos norte-americanos.

O recorde, em plena normalidade comercial, foi alcançado em 2012, com U$ 25,9 bilhões.

A tendência é que a China, além de ampliar a compra de produtos tradicionais, acelere a aquisição de etanol.

Também, especula-se que os chineses poderão substituir outras fontes de origem para encorpar os negócios com os EUA.

Depois de um período de redução, o novo governo da Argentina anunciou que irá elevar as tarifas de exportação de soja (para 30%) e de milho (para 12%).

Isto tornará o produto argentino menos competitivo e é considerada uma variável positiva para os preços internacionais.

Além do anunciado acordo entre as duas maiores economias do mundo e do aumento das “retenciones” no país vizinho, o mercado tem sido apoiado pelo forte ritmo das exportações norte-americanas.

De acordo com o USDA, nesta temporada, os embarques chegam a 18,6MT, ante 15,2MT – num ano em que a produção deverá ficar cerca de 25MT menor.

O esmagamento também está em alta em razão do aumento da demanda interna por farelos.

No mercado doméstico, a expressiva queda do câmbio acabou neutralizando os ganhos externos.

Além disto, com as indústrias relativamente abastecidas e com as exportações finalizadas, a demanda entrou em estado de letargia – uma situação atípica para o período de entressafra.

Indicações de compra no oeste do estado, entre R$ 82,50/84,00 – dependendo de local de embarque e de prazo de pagamento.

MILHO – CBOT opera em ligeira queda, a U$ 3,87/ maio – depois de ganhos superiores a 15 cents nas três sessões anteriores.

O mercado pega carona no otimismo gerado pelo propalado acordo entre China e EUA e no aumento das “retenciones” na Argentina e volta a se aproximar dos U$ 4,00 na posição presente na bolsa norte-americana.

Os preços domésticos seguem firmes e, aos poucos, encorajam maior participação do produtor brasileiro – não somente de safra velha, mas também de safra nova.

Este é o resultado de estoques apertados – por causa do grande volume de exportação -; forte demanda interna; câmbio favorável e atraso do plantio da safra de verão, que compromete a safrinha.

Os preços internos deslancharam acima da paridade de exportação na maioria das regiões produtoras.

Com a acentuada queda do câmbio, as indicações de preço nos últimos dias caminharam em vias opostas: preços internos em alta e preços de exportação em queda.

Por esta razão, a definição dos preços no longo prazo está ainda mais assentada sobre o comportamento do clima, tanto para a safra de verão quanto de inverno – em última instância, sobre o tamanho da safra brasileira.

Indicações de compra, no oeste do estado, entre R$ 42,50/43,50 – dependendo de prazos e de localização -; Porto, com indicações entre R$ 41,00/42,00 por saca.

(AS INDICAÇÕES DE PREÇO, TANTO PARA SOJA QUANTO PARA MILHO, SÃO UMA IDEIA GENÉRICA DE PREÇOS PARA O OESTE DO ESTADO E, EVENTUALMENTE, PARA O PORTO DE PARANAGUÁ.

PARA INDICAÇÕES MAIS PRECISAS É NECESSÁRIO SUBMETER O LOTE EM QUESTÃO NUMA PROPOSIÇÃO FIRME DE VENDA PARA O MERCADO – PARA ISTO, LIGUE PARA GRANOESTE: (45) 3220-8383).

DÓLAR – Opera em leve queda, na casa de R$ 4,05.

Ontem fechou em R$ 4,062.

(GRANOESTE CORRETORA – Camilo /Stephan).