Comentário da manhã

Comentário da manhã – 19/12/19 (09h08min) SOJA – CBOT opera em queda de 5 cents nesta manhã de quinta-feira – a U$ 9,23/janeiro.

Depois de quatro sessões em alta, até terça-feira, o impulso positivo se esgotou por ora e, já na sessão de ontem, os preços fecharam em ligeira queda.

A movimentação é basicamente técnica – com especuladores aproveitando o momento para venda, depois da alta de 35 cents.

Olhando mais ao longe, no entanto, os sinais são positivos e tendem a dar sustentação aos preços.

Os seguintes pontos merecem atenção no decorrer das próximas semanas e meses: a) implementação da fase I do acordo comercial entre China e EUA, que está praticamente selado, devendo ser assinado em janeiro; b) comportamento do clima na América do Sul, com destaque para Brasil e Argentina; c) números finais da colheita dos EUA, que devem ser divulgados no início de janeiro, dando a real dimensão dos estragos causados por uma temporada excessivamente úmida; d) os estoques norte-americanos tendem a ficar ainda mais apertados, podendo cair abaixo de 10MT, depois de atingirem o volume mais alto da história, com quase 25MT na última estação; e) controle ou não da peste suína africana, com possibilidade de avanços significativos na produção de uma vacina; f) elevação das tarifas de exportação na Argentina; g) crescente demanda por óleo, notadamente pelo aumento da produção de biocombustíveis; h) incremento da demanda interna por farelos em resposta à elevação da produção de carnes.

Outro aspecto importante: embora o acordo fase I exija que a China compre mais soja dos EUA, boa parte das necessidades chinesas já está atendida com compras antecipadas no Brasil para entrega no primeiro semestre do ano que vem.

Segundo o IMEA, no Mato Grosso, o volume negociado para a temporada 2019/20 já ultrapassa os 50%.

Por esta razão, analistas entendem que o maior impacto do retorno da China ao mercado norte-americano será sentido a partir da temporada 2020/21.

No mercado interno, os preços seguem sob pressão.

A taxa de câmbio e os prêmios vêm caindo nos últimos dias.

A demanda mais aguda se concentra nos negócios para embarque a partir de fevereiro e março; portanto, em linha com paridade de exportação – que resulta em preços mais baixos comparativamente às indicações para lotes disponíveis.

Por outro lado, cabe observar que a perspectiva de escassez interna ainda não se configurou neste início de entressafra e o segmento esmagador continua bem abastecido e lento no ritmo de compras.

Indicações de compra vagas e muito restritas para lotes ainda disponíveis – na faixa entre R$ 82,50/83,50 no oeste do estado, dependendo de local e prazo de pagamento.

MILHO – CBOT opera em baixa de 1 a 2 cents nesta quinta-feira, a U$3,86/março.

Ontem, pregão fechou em queda de 3 cents.

Até terça-feira, a CBOT havia registrado quatro sessões de alta, atingindo o melhor patamar em mais de um mês.

A elevação das tarifas de exportação na Argentina, o acordo comercial entre as duas maiores economias do mundo e a perspectiva de aumento demanda para rações e para a produção de etanol, seguem como fatores positivos.

Circularam rumores sobre uma importação de milho argentino por uma grande empresa brasileira do ramo de carnes.

O lote é estimado em 200 mil tons, com entrega programada para o início do ano.

A tendência é que ocorram mais importações do Paraguai e da Argentina, notadamente para o Sul do Brasil.

Indicações de compra, no oeste do estado, entre R$ 43,00/44,00 – dependendo de prazos e de localização -; Porto, com indicações entre R$ 42,00/43,00 por saca.

(AS INDICAÇÕES DE PREÇO, TANTO PARA SOJA QUANTO PARA MILHO, SÃO UMA IDEIA GENÉRICA DE PREÇOS PARA O OESTE DO ESTADO E, EVENTUALMENTE, PARA O PORTO DE PARANAGUÁ.

PARA INDICAÇÕES MAIS PRECISAS É NECESSÁRIO SUBMETER O LOTE EM QUESTÃO NUMA PROPOSIÇÃO FIRME DE VENDA PARA O MERCADO – PARA ISTO, LIGUE PARA GRANOESTE: (45) 3220-8383).

DÓLAR – Opera em leve alta, na casa de R$ 4,07.

(GRANOESTE CORRETORA – Camilo /Stephan).