Comentário da manhã

Comentário da manhã – 20/12/19 (09h49min) SOJA – CBOT opera em ligeira alta nesta manhã de sexta-feira, a U$ 9,25/janeiro.

O mercado busca recuperar-se das perdas das duas últimas sessões com base na perspectiva de aumento da demanda pelo produto dos EUA.

O USDA informou que as exportações de soja dos EUA somaram, na última semana, 1,43MT, elevando o total desta temporada para 28,4MT, ante 27,5MT do mesmo intervalo do ano passado.

Os embarques chegam a 18,8MT, contra 15,4MT do mesmo período do ciclo anterior.

Um estudo do Insper mostra que o Brasil poderá perder até U$ 10 bilhões em vendas anuais para a China com o acordo celebrado entre chineses e norte-americanos.

O Brasil retornaria ao patamar anterior à guerra comercial.

Em 2017, o país exportou U$ 26,6 bilhões em produtos agropecuários para a China e, em 2018, U$ 35,4 bilhões.

Nestes dois anos analisados, as vendas de produtos agropecuários dos EUA para a China caíram de U$ 24 bilhões (2017) para U$ 13,2 bilhões – o que tenderia a ser recomposto com a celebração do acordo.

O governo norte-americano, no entanto, espera vendas de produtos do campo superiores a U$ 40 bilhões por ano – uma situação que poderá fechar ainda o mercado chinês para os produtos brasileiros.

O mercado tende a ganhar suporte acima dos U$ 9,00/ bushel na bolsa norte-americana.

Os seguintes pontos merecem atenção no decorrer das próximas semanas e meses: a) implementação da fase I do acordo comercial entre China e EUA, que está praticamente selado, devendo ser assinado em janeiro; b) comportamento do clima na América do Sul, com destaque para Brasil e Argentina; c) números finais da colheita dos EUA, que devem ser divulgados no início de janeiro, dando a real dimensão dos estragos causados por uma temporada excessivamente úmida; d) os estoques norte-americanos tendem a ficar ainda mais apertados, podendo cair abaixo de 10MT, depois de atingirem o volume mais alto da história, com quase 25MT na última estação; e) controle ou não da peste suína africana, com possibilidade de avanços significativos na produção de uma vacina; f) elevação das tarifas de exportação na Argentina; g) crescente demanda por óleo, notadamente pelo aumento da produção de biocombustíveis; h) incremento da demanda interna por farelos em resposta à elevação da produção de carnes.

Do lado negativo segue a persistência e avanço da peste suína africana – que atingiu em cheio a demanda por farelo de soja.

Porém, em razão das perdas acentuadas na safra norte-americana, os fatores positivos tendem a prevalecer.

O mercado interno segue lento – em ritmo de final de ano.

A queda da taxa de câmbio e dos prêmios compensaram negativamente os ganhos recentes observados na bolsa norte-americana.

A disponibilidade de safra velha é limitada, mas a demanda está acomodada, configurando uma situação atípica para a entressafra – sobretudo, considerando que as exportações estão caminhando para ficar acima das projeções, podendo atingir mais de 76MT.

A esperança de alguma agitação, nesta virada de ano, fica por conta das aquisições de lotes remanescentes por parte das indústrias.

Indicações de compra vagas e muito restritas na faixa entre R$ 82,50/83,50 no oeste do estado, dependendo de local e prazo de pagamento e entre R$ 87,00/88,50 em Paranaguá.

MILHO – CBOT opera em leve alta na CBOT, a U$ 3,88/março, nesta manhã de sexta-feira.

Ontem, pregão fechou com perdas mínimas.

As exportações norte-americanas de milho somaram 1,71MT na semana passada – informa o USDA.

Apesar do bom volume semanal, as vendas deste ciclo estão 42% abaixo do volume verificado na mesma época do ano anterior.

Na temporada, iniciada em primeiro de setembro, as vendas externas chegam a 17,2MT, ante 29,7MT do mesmo período da estação passada.

Já, os embarques totalizam 7,6MT, menos da metade das 16,7MT do mesmo intervalo do ano anterior.

A elevação das tarifas de exportação na Argentina, o acordo comercial entre as duas maiores economias do mundo e a perspectiva retomada da demanda para rações e para a produção de etanol, seguem como fatores positivos.

Por outro lado, a produção mundial próxima de níveis recordes e a persistência da peste suína africana limitam o potencial de alta.

Indicações de compra, no oeste do estado, entre R$ 43,00/44,00 – dependendo de prazos e de localização.

Porto, com indicações entre R$ 42,00/43,00 por saca.

De maneira geral, os preços domésticos seguem acima da paridade de exportação em razão do atraso na implantação da safra de verão e dos grandes volumes de exportações – que podem chegar a 42MT nesta temporada, um novo recorde.

Por esta razão, será comum a ocorrência de alguns lotes pontuais de importação de milho do Paraguai e da Argentina nos próximos meses.

Há muitas dúvidas pela frente, sobretudo no que se refere ao atraso na implantação da safrinha e quais as reais implicações que terá sobre a produtividade das lavouras.

(AS INDICAÇÕES DE PREÇO, TANTO PARA SOJA QUANTO PARA MILHO, SÃO UMA IDEIA GENÉRICA DE PREÇOS PARA O OESTE DO ESTADO E, EVENTUALMENTE, PARA O PORTO DE PARANAGUÁ.

PARA INDICAÇÕES MAIS PRECISAS É NECESSÁRIO SUBMETER O LOTE EM QUESTÃO NUMA PROPOSIÇÃO FIRME DE VENDA PARA O MERCADO – PARA ISTO, LIGUE PARA GRANOESTE: (45) 3220-8383).

DÓLAR – Opera estável, na casa de R$ 4,06.

(GRANOESTE CORRETORA – Camilo /Stephan).

============================================================================== TEREMOS UMA PAUSA DE FIM DE ANO.

ESTE BOLETIM VOLTARÁ A SER EMITIDO COM O RETONO DAS ATIVIDADES.

DESEJAMOS A TODOS UM EXCELENTE PERÍODO DE FESTAS E QUE POSSAMOS ESTAR JUNTOS NOVAMENTE EM 2020 – E QUE SEJA UM ANO DE SUCESSO PARA TODOS, COM GRANDES COLHEITAS E EXCEPCIONAIS PREÇOS.

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