Comentário da manhã

Comentário da manhã – 15/01/2020 (09h18min) SOJA – CBOT trabalha em ligeira queda nesta manhã de quarta-feira, a U$ 9,42/março, em meio à crescente expectativa pela assinatura da Fase 1 do acordo comercial entre China e EUA, que deve ocorrer hoje.

As especulações sobre os termos do acordo dominam o noticiário porque não foram divulgados detalhes, principalmente a respeito do comprometimento da China na compra de produtos agropecuários dos EUA.

Por outro lado, há rumores de que os volumes que a China comprará dos EUA permanecerá sob sigilo.

Se estes dados não vierem a público crescerá ainda mais o ceticismo em relação à capacidade e vontade da China em cumprir os volumes de compras esperados pelos produtores norte-americanos.

Também circulam rumores de que os EUA não retirarão as tarifas já aplicadas – as quais devem permanecer até a próxima eleição presidencial.

Ontem, depois de registar até 6 cents de alta, os preços cederam para fechar praticamente sem alterações.

Dados da Administração Alfandegária da China mostram que houve importações de 88,5MT de soja ao longo do ano de 2019, ante 88MT de 2018.

O volume recorde de importações ocorreu em 2017, com 95,5MT – ano anterior ao início da guerra comercial e da ocorrência e alastramento da peste suína africana.

Em dezembro as compras atingiram 9,54MT, um recorde para os últimos 20 meses.

Nos dois últimos anos, o Brasil atendeu a cerca de 75% das importações chinesas de soja.

O acordo comercial, provavelmente, irá retirar do Brasil este protagonismo.

Aos poucos, a colheita da safra brasileira vai chegando ao mercado.

De acordo com levantamento da AgRural, 0,4% das áreas já estariam colhidas, ante 2,1% da mesma data do ano passado e 0,7% de média histórica.

Ontem, no mercado doméstico houve muitas oscilações, notadamente em razão das variações da taxa cambial – que registrou até cerca de 1% de alta, mas pressionada no fim dos trabalhos e fechando em baixa.

As indicações de compra no oeste do estado giraram entre R$ 84,00/84,50 e, em Paranaguá, entre R$ 88,50/89,00 – dependendo do momento do dia, do prazo de pagamento e, no interior, do local de embarque.

MILHO – CBOT opera zerada no início dos trabalhos desta quarta-feira, a U$3,89/março.

Ontem pregão encerrou com 0,5 de baixa.

O clima seco no Rio Grande do Sul está prejudicando severamente a evolução das lavouras de milho.

Mesmo em áreas de irrigação, as perdas já parecem ser uma realidade.

De acordo com a RTC (Rede Técnica de Cooperativas), a estimativa de perdas de milho em todo estado chega a 33%.

De acordo com o Deral, o milho de verão no Paraná está 14% em desenvolvimento vegetativo, 32% na fase de polinização, 46% em enchimento de grãos e 8% na fase de maturação.

A safra é classificada com 90% em boas condições e 10%, regulares.

No relatório de janeiro, a Conab aumentou a estimativa da produção brasileira de milho em 0,3MT, para 98,71MT.

Este volume é 1,3% menor em relação à produção do ano anterior.

Já, o USDA, em seu relatório de janeiro, projeta a safra brasileira de milho em 101MT.

Indicações de compra, no oeste do estado, entre R$ 44,50/45,50 – dependendo de prazos e de localização.

Porto, com indicações entre R$ 42,00/43,00 por saca.

(AS INDICAÇÕES DE PREÇO, TANTO PARA SOJA QUANTO PARA MILHO, SÃO UMA IDEIA GENÉRICA DE PREÇOS PARA O OESTE DO ESTADO E, EVENTUALMENTE, PARA O PORTO DE PARANAGUÁ.

PARA INDICAÇÕES MAIS PRECISAS É NECESSÁRIO SUBMETER O LOTE EM QUESTÃO NUMA PROPOSIÇÃO FIRME DE VENDA PARA O MERCADO – PARA ISTO, LIGUE PARA GRANOESTE: (45) 3220-8383).

DÓLAR – Opera no campo positivo neste início de manhã; porém, com bastante volatilidade, sendo cotado, neste momento, a R$ 4,15.

(GRANOESTE CORRETORA – Camilo /Stephan).