Comentário da manhã

Comentário da manhã – 31/01/2020 (11h11min) SOJA – Contratos de soja na CBOT operam em ligeira queda nesta manhã de sexta-feira, a U$ 8,75/março (durante a madrugada, chegou a 6 de alta).

Ontem houve queda acentuada, da ordem de 16 cents.

O mês de janeiro vai fechando com perdas superiores a 7% e Chicago chega ao pior momento em oito meses.

Ontem o mercado foi pressionado com a multiplicação das preocupações em relação ao avanço do coronavírus – que tem capacidade para reduzir o crescimento econômico chinês e mundial.

As commodities em geral, e produtos agrícolas inclusos, são os ativos mais sensíveis e mais susceptíveis a danos de demanda.

Uma nova atualização do avanço do coronavírus indica a confirmação de 9.

800 casos, com 213 mortes e apenas 187 pessoas efetivamente curadas e liberadas dos hospitais.

Estes dois últimos números mostram a gravidade da situação.

Até agora, é maior o número de pessoas que foram a óbito do que o de pessoas que foram curadas.

Por ora, os desdobramentos do coronavírus dominam os mercados – ficando de lado temas como: quebra da safra norte-americana, redução do rebanho chinês de suínos em razão da peste suína africana e guerra comercial.

Estes e outros temas, no entanto, seguem “atuando nos bastidores”.

O USDA informou que as exportações de soja na última semana ficaram em apenas 0,47MT.

Na temporada, chegam a 31,7MT, ante 30,4MT do mesmo intervalo do ano anterior.

Os embarques chegam 25,5MT, contra 17,9MT do mesmo período do ciclo passado.

Na Argentina, a área de soja deve ficar 4,1% maior neste ano, chegando a 17,5 milhões de hectares, com produção estimada em 53,1MT (estimativas da Bolsa de cereais de Buenos Aires).

No Brasil, a colheita avança em diversas regiões e tende a ultrapassar os 10% nos levantamentos deste final de semana.

Apesar das fortes perdas em Chicago e preços dos fretes em alta, os prêmios se mantêm na faixa entre 45 e 55 cents e a alta do câmbio tem limitado bravamente as perdas na transferência dos preços internacionais para o mercado doméstico.

Primeiras indicações de compra no oeste do estado na faixa entre R$ 78,50/79,50 – dependendo de local de embarque e prazo de pagamento.

Para efeito comparativo, durante janeiro do ano passado, as indicações de compra oscilaram entre R$ 70,00/72,00 no oeste do estado.

MILHO – Contratos futuros em Chicago operam praticamente zerados nesta sexta-feira, a 3,80/março.

Ontem houve perdas de 4,75/cents.

O USDA reportou que as vendas de milho, na última semana, ficaram em 1,23MT, acima da expectativa dos analistas.

Na temporada (iniciada 1º de setembro) já somam 21,54MT, 33% a menos que no mesmo período do ano anterior, que somava 28,1MT.

O agronegócio brasileiro exportou em 2019 U$96,8Bi em produtos agrícolas, representando 43,2% de todas as exportações do país.

Soja, com quase 78MT e milho, com 43MT foram os destaques do ano.

Dentre os diversos acordos assinados na visita do presidente Bolsonaro à Índia consta a abertura do mercado local para o milho brasileiro.

Com uma população que já ultrapassa 1,3 bilhões de pessoas, acredita-se que, nos próximos anos, a Índia terá o Brasil como o grande fornecedor de produtos agrícolas.

Indicações de compra um tanto mais comedidas em razão da entrada de milho verão em algumas regiões do país.

No oeste do estado, indicações entre R$ 45,00/46,00 – dependendo de prazos e de localização.

Porto, com indicações entre R$ 42,00/43,00 por saca.

(AS INDICAÇÕES DE PREÇO, TANTO PARA SOJA QUANTO PARA MILHO, SÃO UMA IDEIA GENÉRICA DE PREÇOS PARA O OESTE DO ESTADO E, EVENTUALMENTE, PARA O PORTO DE PARANAGUÁ.

PARA INDICAÇÕES MAIS PRECISAS É NECESSÁRIO SUBMETER O LOTE EM QUESTÃO NUMA PROPOSIÇÃO FIRME DE VENDA PARA O MERCADO – PARA ISTO, LIGUE PARA GRANOESTE: (45) 3220-8383).

DÓLAR – Opera em alta neste momento, próximo das máximas históricas, na faixa de R$4,27.

(GRANOESTE CORRETORA – Camilo /Stephan).