Comentário da manhã

Comentário da manhã – 03/02/2020 (10h35min) SOJA – CBOT opera estável, a U$ 8,72/março, nesta manhã de segunda-feira – depois de nove sessões seguidas de baixa.

Janeiro terminou com queda superior a 8%, em resposta à dupla pressão negativa: a) Ausência da China em compras nos EUA, mesmo depois do acordo comercial assinado no dia 15 de janeiro, no qual se compromete a importar grandes volumes de produtos agrícolas.

b) Avanço do surto de coronavírus, que afugenta os investidores e tende a limitar o crescimento econômico da China e do mundo.

Analistas especulam que a ocorrência desta epidemia poderá abrir uma “clause out” (cláusula de saída) para a China – ou seja, a possibilidade de a China desistir do acordo com os EUA, pelo menos nos termos assinados em meados de janeiro.

Enquanto isto, o número de pessoas confirmadas com o coronavírus subiu de forma assustadora neste fim de semana, para 17.

500 casos – com 360 mortes e cerca de 500 pessoas liberadas dos hospitais.

Isto também tem a ver com a aceleração dos exames – cujo resultado, agora, sai em até duas horas.

Com a safra brasileira chegando ao mercado em bom volume, analistas ponderaram a possibilidade de um longo período de pressão sobre os preços.

Além dos desdobramentos sobre as decisões da China sobre importações, o mercado estará atento às primeiras intenções de plantio dos produtores norte-americanos – que começam a emergir neste mês.

No Brasil, a colheita de soja chega a 6,6%, ante 8% de média histórica.

O levantamento é da consultoria Safras & Mercado.

Na mesma época do ano passado o índice era de 16,9%.

No Mato Grosso, os trabalhos estão concluídos em 20%; No Paraná, em 5% e em Goiás, em 4%.

Mercado doméstico continua sob pressão, enfraquecido em duas frentes: persistente queda na bolsa norte-americana e elevação dos preços dos fretes.

Os prêmios se mantêm em linha, na faixa entre 45 e 55 cents.

Indicações de compra no oeste do estado na faixa de R$ 78,50/79,50 e, em Paranaguá, entre R$ 85,00/86,00.

MILHO – Contratos futuros em Chicago operam em leve queda nesta segunda-feira, a 3,80/março.

Na sexta-feira, houve ganhos de 1,75/cents.

Mercado interno sofre pressão da colheita de milho verão, que ocorre no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul – além de lotes de produto velho ainda remanescentes.

As atenções se voltam também para o plantio da safrinha e seu desenvolvimento.

A extensão semeada, bem como a evolução de campo será determinante para o futuro dos preços.

Apesar do aumento do volume de oferta, os negócios são escassos e mercado se mantém relativamente travado.

Com o incremento da colheita de soja, a disputa por frete fará com que o preço tenda a sofrer mais pressão no decorrer.

Indicações de compra um tanto mais comedidas em razão da entrada de milho verão em algumas regiões do país.

No oeste do estado, indicações entre R$ 44,50/45,50 – dependendo de prazos e de localização.

Porto, com indicações entre R$ 42,00/43,00 por saca.

(AS INDICAÇÕES DE PREÇO, TANTO PARA SOJA QUANTO PARA MILHO, SÃO UMA IDEIA GENÉRICA DE PREÇOS PARA O OESTE DO ESTADO E, EVENTUALMENTE, PARA O PORTO DE PARANAGUÁ.

PARA INDICAÇÕES MAIS PRECISAS É NECESSÁRIO SUBMETER O LOTE EM QUESTÃO NUMA PROPOSIÇÃO FIRME DE VENDA PARA O MERCADO – PARA ISTO, LIGUE PARA GRANOESTE: (45) 3220-8383).

DÓLAR – Depois de, na última sexta-feira, ter atingido o ponto mais alto da era do Real, o Dólar opera em baixa neste momento, na faixa de R$4,27.

(GRANOESTE CORRETORA – Camilo /Stephan).