Comentário da manhã

Comentário da manhã – 04/02/2020 (09h35min) SOJA – Contratos futuros em Chicago operam em alta de 7 a 8 cents nesta manhã de terça-feira, a U$ 8,85/março.

Ontem houve ganhos de 4 cents, depois de nove sessões seguidas de queda.

Fevereiro começa com novo ânimo, após um janeiro catastrófico, com perdas superiores a 8%.

As inspeções de embarque nos EUA ficaram acima do esperado na última semana, com 1,36MT.

No acumulado, os embarques chegam a 26,6MT, ante 21,6MT do mesmo período do ciclo passado.

Além disto, a indústria norte-americana registra bons volumes de esmagamento.

Os números mostram que, apesar de algum recuo, a demanda está latente e vai ressurgindo.

Por outro, lado, o mercado ainda aguarda sinais claros da demanda por parte da China.

Com o forte impacto negativo causado pelo surto do coronavírus, é compreensível que haja uma recomposição das importações.

E mais, passado o feriado do novo ano chinês, todos esperam por algum movimento positivo em linha com os termos preconizados no acordo celebrado com os EUA em meados do mês passado.

De qualquer maneira, o número de casos segue crescendo e já foram confirmadas 20,700 pessoas infectadas pelo novo vírus, com cerca de 430 mortes e apenas 700 liberadas e tidas como curadas.

Mesmo assim, os mercados sentem certo alívio, pois hoje se conhece mais sobre o comportamento desta enfermidade e de como tratá-la – ao mesmo tempo em que se avança para a descoberta de uma vacina.

Internamente, A colheita avança e se aproxima de 10%.

Os preços seguem sob pressão, sobretudo pelo aumento do frete e pela recente queda em Chicago.

Tudo indica que o pior começa a ficar para trás e certa estabilização está a caminho.

As exportações brasileiras de soja, na temporada 2018/19 – encerrada neste dia 31 de janeiro – totalizaram 78MT, ante 84,5MT do ciclo anterior (dados da SECEX).

Primeiras indicações de compra no oeste do estado na faixa entre R$ 78,00/79,00 – dependendo de local de embarque e de prazo de pagamento; em Paranaguá, na faixa entre R$ 84,50/85,50.

MILHO – Contratos futuros em Chicago registram alta de 3 cents nesta manhã de terça-feira, a 3,83/março.

Ontem houve perdas de 2,5/cents.

O USDA divulgou ter inspecionado o embarque de 0,56MT de milho na última semana, ante 0,68MT da semana antecedente.

Na temporada presente, os embarques chegam a 10,72MT, ante 16,3MT do mesmo período da estação anterior.

De acordo com a Secex, na temporada 2018/19, as exportações de milho atingiram níveis elevados, na casa dos 43MT, ante 25,1MT da temporada anterior.

As exportações neste ritmo auxiliaram a escassear a disponibilidade interna e a sustentar e elevar os preços do grão no Brasil.

Desde a metade da semana passada, a BMF vem acarretando fortes perdas.

Chegou ao patamar de R$53,00/março e, a partir de então, acumula resultados negativos, sendo cotado, hoje, em R$48,20 – queda de quase 10%.

Isso se deve a diversos fatores, como entrada de milho verão no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, mais ofertas de milho velho que estavam estocados, queda na CBOT e disputa por frete.

O plantio da safrinha 2020 chega a 21,98% da área no Mato Grosso até a última sexta-feira.

Na mesma época do ano passado, o índice era de 29,81%.

Os dados são do IMEA.

No oeste do estado, indicações entre R$ 44,00/45,00 – dependendo de prazos e de localização.

Porto, com indicações entre R$ 42,00/43,00 por saca.

(AS INDICAÇÕES DE PREÇO, TANTO PARA SOJA QUANTO PARA MILHO, SÃO UMA IDEIA GENÉRICA DE PREÇOS PARA O OESTE DO ESTADO E, EVENTUALMENTE, PARA O PORTO DE PARANAGUÁ.

PARA INDICAÇÕES MAIS PRECISAS É NECESSÁRIO SUBMETER O LOTE EM QUESTÃO NUMA PROPOSIÇÃO FIRME DE VENDA PARA O MERCADO – PARA ISTO, LIGUE PARA GRANOESTE: (45) 3220-8383).

DÓLAR – Opera em baixa neste momento, na faixa de R$4,24.

(GRANOESTE CORRETORA – Camilo /Stephan).