Comentário da manhã

Comentário da manhã – 06/02/2020 (09h59min) SOJA – CBOT opera em alta de 3 cents, a U$ 8,83/março.

Ontem os ganhos foram de apenas 0,5 cent.

Apesar de modesta, a recuperação dos preços vem acontecendo pela quarta sessão seguida – depois das perdas acentuadas de mais de 8% em janeiro.

Notícias de que a China estaria concentrando compras no Brasil e não nos EUA (como era de se supor em razão do acordo assinado com os EUA em 15 de janeiro), acabou provocando certa pressão dos preços, quando, na sessão de ontem, Chicago apresentava ganhos de até 8 cents.

As margens de esmagamento seguem em alta na China em meio ao expressivo aumento dos preços do óleo – de mais de 5% nesta semana – e redução dos fretes internacionais.

A soja brasileira segue mais competitiva do que a norte-americana – o que estimula a China, pelo menos no quesito soja, a deixar de lado o acordo celebrado no mês passado.

Por outro lado, o governo chinês anunciou que, em meados deste mês, irá reduzir pela metade as tarifas de importação sobre U$ 75 bilhões em produtos dos EUA.

Após o retorno do feriado prolongado (novo ano chinês), as compras chinesas no Brasil teriam alcançado algo entre 1,0MT e 1,3MT.

A agência de notícias AgriCensus informa que a China já estaria coberta com 6,5MT para embarque neste mês; cerca de 6,0MT para embarque em março; enquanto que a cobertura para os meses de abril e maio chega a pelo menos 4,0MT em cada um dos meses.

A maior participação da China acabou elevando, entre 5 e 8 cents, os prêmios nos portos brasileiros – para algo entre 50 e 65 cents.

Atualizando dados sobre o coronavírus: 28.

340 casos confirmados; 565 mortes e 1.

340 pessoas recuperadas.

O mercado segue monitorando de perto o avanço da doença e os impactos sobre os preços e sobre a economia.

A consultoria Datagro estima a safra brasileira de soja em 122,9MT, ante a projeção anterior de 126,1MT.

A reavaliação negativa se deve a irregularidades climáticas que atingiram diversas regiões de cultivo.

Mesmo assim, o Brasil está a caminho de colher a maior safra da história.

A área semeada vem aumento há 13 safras seguidas, segundo dados da Datagro.

Primeiras indicações de compra no oeste do estado na faixa de R$ 79,00/79,50, dependendo de prazo e localização; porto, na faixa de R$ 85,50/86,50.

MILHO – Contratos futuros em Chicago trabalham em leve baixa nesta manhã de quinta-feira, a 3,79/março.

Ontem houve perdas de 1,5 cent.

As safras de milho (verão e safrinha), são estimadas pela consultoria Datagro em 100 MT, ante 103MT da projeção anterior.

O corte se deve a problemas climáticos enfrentados pelos produtores brasileiros.

Os negócios de milho disponível continuam lentos e pontuais, confinados no segmento interno.

Com o perceptível aumento da oferta, tanto de colheita de milho verão quanto de lotes remanescentes, os compradores se mostram comedidos e mais criteriosos na definição de compras – com isto acabam por pressionar o mercado.

No Mato Grosso, o IMEA avalia um aumento na área de milho safrinha na ordem de 4,9%, indo para 5,1MH.

Esse aumento é estimulado pelos preços aquecidos no mercado interno, com exportações fortes em 2019 e novas instalações de fábricas de etanol no estado.

No oeste do estado, indicações de compra entre R$ 44,00/45,00 – dependendo de prazos e de localização.

Porto, com indicações entre R$ 41,00/42,00 por saca.

(AS INDICAÇÕES DE PREÇO, TANTO PARA SOJA QUANTO PARA MILHO, SÃO UMA IDEIA GENÉRICA DE PREÇOS PARA O OESTE DO ESTADO E, EVENTUALMENTE, PARA O PORTO DE PARANAGUÁ.

PARA INDICAÇÕES MAIS PRECISAS É NECESSÁRIO SUBMETER O LOTE EM QUESTÃO NUMA PROPOSIÇÃO FIRME DE VENDA PARA O MERCADO – PARA ISTO, LIGUE PARA GRANOESTE: (45) 3220-8383).

DÓLAR – Opera em ligeira baixa neste momento, na faixa de R$4,23.

Ontem, o COPOM reduziu a taxa básica de juros para a mínima histórica, de 4,25%.

(GRANOESTE CORRETORA – Camilo /Stephan).