Comentário de Mercado

SOJA – Chicago volta a operar com ganhos (3 a 4 cents, a U$ 9,17/setembro) nesta manhã de quarta-feira, dando sequência ao momento de alta embasado em certa deterioração das lavouras norte-americanas, sobretudo no estado de Iowa, e na persistente demanda por parte da China. Ontem a CBOT fechou no ponto mais alto do dia, com ganhos de 14 cents.
– De acordo com o USDA, 69% das áreas são consideradas boas/excelentes, queda de três pontos percentuais em relação à semana anterior. Na mesma época do ano passado o índice era de 55%. Noventa e dois por cento das lavouras entraram em formação de vagens, ante 76% de um ano atrás; 4% estão na fase de maturação, contra 2% da mesma data do ano passado.
– Além da retomada do diálogo entre China e EUA, foi reportado, neste início de semana, negociações de pelo menos 12 navios de soja entre os dois países, o que soma mais de 700 mil tons.
– A produção brasileira de soja da próxima temporada foi projetada pela Conab em 133,5MT, um novo recorde. Com o uso de nova metodologia de previsão de safra, nesta última temporada a colheita ficou em 124,5MT, alta de mais de 3,0MT em relação à estimativa anterior da própria Conab.
– Os preços internos seguem firmes, em geral acima da paridade internacional, postados na escassez de oferta, depois do ritmo histórico de vendas para o exterior. São verificados negócios raros e pontuais, com definição de preço pela demanda local, voltada para o suprimento interno de farelo e óleo.
– Além da demanda da indústria, prêmios (na faixa de 175/190) e câmbio continuam promovendo suporte para os preços. Indicações de compra no oeste do estado na faixa de R$ 131,00/133,00 e, em Paranaguá, entre R$ 133,00/135,00.

MILHO – CBOT opera em baixa de 1 a 2 cents, a U$ 3,53/dezembro, nesta manhã de quarta-feira, num movimento de realização de lucros acumulados.
– O USDA atestou piora de cinco pontos percentuais na qualidade das lavouras de milho na última semana; a categoria bom/excelente soma 64% ante 57% de um ano atrás.
– Apesar de se apresentar em baixa nesta jornada, os preços do milho vêm ganhando um novo patamar em razão da perda de qualidade nas lavouras norte-americanas e da demanda crescente. A China tem registrado negócios quase que diariamente com os EUA.
– Ainda há de se pontuar as perdas de produção na União Europeia e na Ucrânia, que sofrem com clima quente e seco. Maior demanda, combinado com riscos à produção tende a diminuir os estoques globais.
– Soma-se a isto, a certa melhora no diálogo entre China e EUA, que tem como pano de fundo o cumprimento do acordo comercial firmado no início deste ano. Portanto, há fortes razões para acreditar em aumento sustentado da demanda e, consequentemente, na firmeza do mercado.
– No mercado interno, as indicações de preço se mantêm firmes. O produtor segue retraído, com baixo volume de oferta, diante de indicações de compras crescentes. Isto tem provocado dificuldade na prospecção de lotes não somente para abastecimento das integrações, mas, também, para as tradings exportadoras, que contam com compromissos no exterior.
– No oeste do estado foi observado interesse de compra entre R$ 54,50 / 55,50 por saca. Em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 58,00/59,50 por saca.
CÂMBIO – Opera em leve alta nesta manhã, na faixa de R$ 5,55. Ontem fechou em R$ 5,529. (Granoeste – Camilo / Stephan).