Comentário de Mercado

SOJA – Chicago opera em forte alta, de 10 a 12 cents, a U$ 9,60/novembro, nesta manhã de segunda-feira. Desde segunda passada os ganhos somam 6%, praticamente zerando as perdas do ano. O mercado reage a adversidades climáticas que persistem em extensas áreas de cultivo do Meio Oeste, com altas temperaturas em e baixa umidade do solo.
– Além das perspectivas de perda de produção, o mercado se vê diante do aumento da demanda, notadamente por parte da China. Mesmo com reveses constantes na relação comercial entre os dois países, o fluxo de negócios continua acontecendo; a necessidade vem falando mais alto do que a retórica das palavras.
– Logo mais, no fim da tarde, o USDA irá divulgar uma nova atualização das condições das lavouras norte-americanas. Na semana passada houve queda de três pontos percentuais na categoria bom/excelente, avaliada em 69%. O mercado espera um novo corte de qualidade no boletim de hoje.
– No mercado interno, os preços se mantêm firmes. As perspectivas são altistas, com indicações acima da paridade internacional, depois do ritmo histórico de vendas para o exterior e enxugamento da disponibilidade doméstica. São verificados negócios raros e pontuais, com definição de preço pela demanda local, voltada para o suprimento interno de farelo e óleo. As estimativas indicam necessidade crescente de importações, que podem chegar a 1,3MT neste ano.
– Nos portos, prêmios (na faixa de 175/190) e câmbio continuam promovendo suporte para os preços. Indicações de compra no oeste do estado na faixa de R$ 133,00/135,00.

MILHO – CBOT opera em alta de 3 a 5 cents, a U$ 3,63/dezembro, nesta manhã de segunda-feira. O suporte vem das inquietações com o clima quente e seco em vastas regiões de cultivo dos EUA e com os possíveis danos às lavouras.
– Na semana passada houve redução de cinco pontos percentuais na qualidade das lavouras, caindo para 64% na categoria bom/excelente. Logo mais à tarde, será divulgado uma nova atualização e o mercado aguarda ainda mais perda de qualidade.
– Além do milho, as notícias de clima quente e seco na região produtora dos EUA também dá suporte aos preços da soja e do trigo. Este padrão climático tende a perdurar por mais alguns dias.
– Muito provavelmente, a China continuará comprando milho norte-americano em ritmo forte. De acordo com a Capital Economics, com a febre suína africana sob controle, o alojamento de suínos está subindo novamente; a demanda por rações tende a continuar acelerada.
– No mercado interno, as indicações de preço se mantêm firmes. O produtor segue retraído, com baixo volume de oferta, diante de indicações de compras crescentes. Isto tem provocado dificuldade na prospecção de lotes não somente para abastecimento das integrações, mas, também, para as tradings exportadoras, que contam com compromissos no exterior.
– No oeste do estado foi observado interesse de compra entre R$ 56,00/56,50 por saca. Em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 59,00/60,00 por saca.
CÂMBIO – Opera em alta nesta manhã, na faixa de R$ 5,47. Na sexta-feira fechou em R$ 5,417. (Granoeste – Camilo / Stephan).