Comentário de Mercado

SOJA – Chicago opera em baixa, de 3 a 5 cents, a U$ 9,51/novembro, nesta manhã de quarta-feira. Mercado cede diante do aumento de venda de parte de investidores, que buscam sair de posições depois da alta recente dos preços.
– Ontem, a posição novembro se aproximou do melhor nível em dois anos. Além da boa demanda, a sustentação é promovida pela ameaça de clima quente e seco para as lavouras do coração do Meio Oeste, já, em parte, devastadas pelos ventos derecho do início de agosto. No estado de Iowa, o maior produtor do país, as condições são as piores de todo o Corn Belt. Alguns outros estados vizinhos também estão em alerta para as condições climáticas adversas.
– As condições das lavouras de soja, de acordo com o último levantamento do USDA, caíram de 69% na semana anterior para 66% no boletim desta segunda-feira. Na mesma data do ano passado o índice era de 54%. Noventa e cinco por cento das áreas está em formação de vagens e 8% em maturação.
– Além das perspectivas de perda de produção, o mercado se vê diante do aumento da demanda, notadamente por parte da China. Mesmo com reveses constantes na relação comercial entre os dois países, o fluxo de negócios continua acontecendo; a necessidade vem falando mais alto do que a retórica das palavras.
– No mercado interno, os preços se mantêm firmes. São verificados negócios raros e pontuais, com definição de preço pela demanda local, voltada para o suprimento interno de farelo e óleo. As estimativas indicam necessidade crescente de importações, que podem chegar a 1,3MT neste ano.
– Nos portos, prêmios (na faixa de 165/190) e câmbio continuam promovendo suporte para os preços. Indicações de compra no oeste do estado na faixa de R$ 134,00/136,00.

MILHO – CBOT opera em baixa de 2 a 3 cents, a U$ 3,55/dezembro, nesta manhã de quarta-feira. Mercado cede após CBOT atingir os melhores níveis desde março deste ano.
– De acordo com o USDA, as lavouras de milho perderam qualidade no decorrer da última semana; porém, o mercado esperava uma queda ainda maior. Sessenta e dois por cento das lavouras estão classificadas como boas/excelentes, antes 64% da semana anterior; enquanto mercado imaginava 61%. Na mesma semana do ano passado o índice era de 58%.
– A colheita de safrinha no Brasil atinge 93,6%, de acordo com levantamento da agência Safras & Mercado. No Mato Grosso e em Goiás os trabalhos já foram finalizados. Na mesma época do ano passado, o índice era de 99,9% e a média histórica, de 96,3%. No Paraná, os trabalhos estão finalizados em 87,8%; 85,6% em São Paulo, 81,3% em Minas Gerais e 79,9% no Mato Grosso do Sul.
– No mercado interno, os preços estão testando certo limite e, em algumas regiões, é possível observar algum recuo. O volume de ofertas tem sido maior nos últimos dias, com retorno dos produtores ao mercado. A queda, porém, é limitada pela boa liquidez na exportação, com preços internacionais (CBOT e prêmios) e câmbio firmes.
– No oeste do estado foi observado interesse de compra entre R$ 54,50/56,00 por saca, dependendo de localização e prazo. Em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 57,50/58,50 por saca.
CÂMBIO – Opera estável neste momento, na faixa de R$ 5,38. Ontem fechou em R$ 5,387. (Granoeste – Camilo / Stephan).