Comentário de Mercado

SOJA – Chicago opera em baixa, de 3 a 5 cents, a U$ 9,65/novembro, nesta manhã de terça-feira. Apesar da correção momentânea, o mercado adotou uma postura francamente positiva nas últimas semanas diante de irregularidades climáticas no Meio Oeste e diante do aumento da demanda pelo produto norte-americano.
– Ontem foi feriado também nos EUA (Dia do Trabalho). O direcionamento do mercado se mantém positivo, depois de 10 sessões em alta. Desde o início de agosto, os ganhos superam 8%; com isto, os preços voltaram aos patamares da virada do ano.
– As importações de soja por parte da China seguem firmes. Em agosto, segundo a administração alfandegária do país, o volume chegou a 9,6MT, ante 9,5MT do mesmo mês do ano anterior. Em julho foram 10,1MT.
– Nesta sexta-feira será divulgado o relatório mensal de oferta e demanda de setembro. O mercado espera cortes na produção dos EUA em resposta aos eventos climáticos das últimas semanas (vendavais e clima quente e seco em extensas áreas de cultivo).
– O plantio da safra brasileira da temporada 2020/21 está para começar. De acordo com a consultoria Safras & Mercado a colheita deverá alcançar 132,2MT, aumento de 5,5% sobre a última estação. A área semeada deve alcançar 37,94 milhões de hectares, acréscimo de 1,8% sobre 2019/20. A grande preocupação, segundo a consultoria, é a clara possibilidade de ocorrência do fenômeno La Niña, que limita a entrada de ondas de chuvas, notadamente na região Sul do país.
– No mercado interno, os negócios entraram em lentidão há algumas semanas, depois do ritmo recorde verificado no primeiro semestre. De acordo com Safras & Mercado, a comercialização já chega a 97,9% nesta estação e a 49,3% para 2020/21.
– Os preços se mantêm firmes, com negócios raros e pontuais, e giram em patamares superiores à paridade internacional em praticamente todas as regiões. Câmbio bem sustentado e prêmios na faixa entre 160/180 também promovem suporte para os preços.
– Indicações de compra no oeste do estado do PR na faixa de R$ 135,00/136,00. Em algumas regiões interioranas do RS há relatos de negócios na faixa de R$ 140,00.

MILHO – Trabalha levemente em alta, a US 3,59/dezembro, nos futuros de Chicago nesta terça-feira. Mercado segue sustentado pela demanda chinesa e por transtornos climáticos em regiões centrais de cultivo dos EUA. BMF opera em alta de 3%, a R$ 58,70/novembro.
– Depois dos eventos climáticos das últimas semanas, o mercado especula sobre o tamanho da redução da colheita da safra norte-americana, que pode chegar a 10,0MT, e seus reflexos sobre os estoques finais. Isto, certamente, terá impacto na formação do preço.
– No mercado interno, na última semana, após testar um limite para as altas, os preços apresentaram certo recuo. Houve aumento de disponibilidade. Porém, tudo indica que a queda será limitada, pois há um piso de preços determinado pela paridade de exportação. Há também a possibilidade de o produtor voltar a reter vendas, diante do cenário de boa capitalização e boas perspectivas de valorização do produto até o final do ano.
– No oeste do estado foi observado interesse de compra entre R$ 53,50/54,50 por saca, dependendo de localização e prazo. Em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 57,00/58,00 por saca.
CÂMBIO – Opera em forte alta neste momento, na faixa de R$ 5,39. Na última sessão havia fechado em R$ 5,308. (Granoeste – Camilo / Stephan).