Comentário de Mercado

SOJA – Chicago opera e, alta, de 3 a 5 cents, a U$ 9,73/novembro, nesta manhã de quarta-feira. O mercado vive um excepcional momento; é a 12ª sessão de alta e alcança um novo patamar, com ganhos de 9% desde o início de agosto. Todos se mostram atentos à evolução final das lavouras dos EUA, bem como em relação à forte demanda, notadamente de parte da China.
– O mercado também busca posicionar-se para o relatório de oferta e demanda de setembro, que será apresentado pelo USDA nesta sexta-feira. Aguarda-se redução da colheita para algo como 116MT e corte nos estoques finais.
– No fim da tarde de ontem o USDA informou que 65% das lavouras se encontram em boas/excelentes condições, queda de um ponto em relação à semana anterior; na mesma semana do ano passado o índice era de 55%. Vinte por cento das áreas entraram em maturação, ante 7% de um ano atrás e 16% de média histórica.
– O mercado aguardava piora de 2 a 3 pontos percentuais na qualidade das lavouras. Isto pode dar certo fôlego para investidores – que podem adotar uma postura mais defensiva em algum momento.
– Ontem o mercado foi surpreendido pelos bons números de embarques e vendas dos EUA. Segundo o USDA, na última semana foi inspecionado o embarque de cerca de 1,3MT. Também foi positivo o anúncio de novas vendas para a China num montante de 0,66MT somente no dia de ontem.
– As exportações brasileiras, em agosto, somaram 6,23MT, ante 5,32MT do mesmo mês do ano passado. Na primeira semana de setembro o volume embarcado chega a 0,76MT, informa a SECEX. No acumulado desta temporada, o volume exportado chega a 77,5MT, ante 59,3MT do mesmo intervalo do ano passado.
– No mercado interno, os negócios seguem lentos, depois do ritmo recorde verificado no primeiro semestre. De acordo com Safras & Mercado, a comercialização já chega a 97,9% nesta estação e a 49,3% para 2020/21.
– Os preços se mantêm firmes, confinados no mercado doméstico, que vem praticando preços acima da paridade de exportação em praticamente todas as regiões. Câmbio bem sustentado e prêmios na faixa entre 160/175 também promovem suporte.
– Indicações de compra no oeste do estado do PR na faixa de R$ 135,00/136,00 por saca.

MILHO – CBOT opera em leve baixa, a U$ 3,61/dezembro, nesta manhã de quarta-feira. De um lado, os participantes procuram vender posições depois dos ganhos das últimas sessões; por outro, as perdas são limitadas pela piora das condições das lavouras dos EUA. A BMF opera em leve queda, a R$ 51,10/novembro.
– De acordo com o USDA, 61% das lavouras são consideradas boas/excelentes, queda de um ponto em relação à semana passada. Na mesma data do ano passado, o índice era de 55%. Setenta e nove por cento das áreas está em formação dos grãos, ante 51% do ano passado e 25% está na fase de maturação, ante 10% da mesma semana de 2019.
– Os investidores adotam postura mais cautelosa frente ao relatório de oferta e demanda de setembro. Consultores ouvidos por agências de notícias esperam corte acentuado de cerca de 11,0MT na produção dos EUA, para algo como 377MT. Em consequência, haverá também corte nos estoques finais.
– As exportações brasileiras de milho somaram 6,49MT em agosto, ante 7,64MT de agosto do ano passado. Na primeira semana de setembro, o volume embarcado chega a 1,89MT, informa a SECEX. Nesta estação, as exportações chegam a 13,75MT, ante 20,9MT do mesmo intervalo do ano passado.
– Depois de, na semana passada, testar certa pressão, os preços voltaram a reagir positivamente no início desta semana. Os produtores recuam novamente nos volumes ofertados, diante da boa capitalização e das perspectivas futuras. Uma pressão maior também é limitada pelo piso de preços determinado pela paridade de exportação.
– No oeste do estado foi observado interesse de compra entre R$ 54,50/56,00 por saca, dependendo de localização e prazo. Em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 57,00/58,00 por saca.
CÂMBIO – Opera em queda neste momento, na faixa de R$ 5,34. Na sessão de ontem, fechou em R$ 5,371. (Granoeste – Camilo / Stephan).