Comentário de Mercado

SOJA – opera em queda de 3 a 4 cents nesta manhã de quinta-feira, a U$8,77/março. Ontem os preços apresentaram leve recuperação de 2 cents. O mês de fevereiro registra ganhos de apenas 1%, depois das fortes perdas de janeiro, superiores a 8%.
O mercado segue sob o impacto do avanço do coronavírus para fora da China, notadamente na Europa e, particularmente, na Itália – onde o número de mortes chega 12, com cerca de 450 casos confirmados. Os investidores seguem preocupados com possíveis danos ao crescimento da economia – começando pela redução da demanda.
Atualizando dados globais da epidemia no mundo: 82.170 casos confirmados; 2.800 mortes e 33.130 pessoas recuperadas.
Na Argentina, o governo suspendeu as exportações de soja, milho e trigo. O mercado suspeita que o governo peronista volte a elevar as tarifas de exportação. A perda de competitividade do país vizinho, ao tornar o produto mais caro no mercado internacional, é tido como fator positivo para os preços. Avaliações indicam aumento de 3 pontos percentuais nas retenciones sobre as exportações de soja, para 33%.
Na China, ao mesmo tempo em que as preocupações se concentram no avanço e no combate ao coronavírus, o mercado se dá conta de que a incidência de peste suína africana vem caindo e possibilitando o aumento dos plantéis. É um bom sinal em meio a tantas notícias negativas.
Nos EUA, a tendência é de aumento da área de soja na temporada 2020/21, cujo plantio começa em abril. A área está prevista em 34,4 milhões de hectares, 12% acima do último ano.
Enquanto isto, no Brasil, a colheita chega a algo como 40%. No MT se aproxima dos 80%. Os fretes se estabilizam em patamares elevados. Os gargalos, sobretudo nos portos, limitam um melhor escoamento da safra. Os prêmios estão mais pressionados e giram entre 35 e 45 cents.
O câmbio – que bate novos recordes e tem alta de 11% desde o início de janeiro – é a variável que comanda a formação do preço doméstico, suplantando as perdas na CBOT, nos prêmios e a alta dos fretes. Primeiras indicações de compra no oeste do estado, entre R$ 80,00/81,00; na Ferrovia em Cascavel entre R$ 81,50/82,50 e, em Paranaguá, entre R$ 88,00/89,00.
MILHO – Contratos futuros em Chicago trabalham em baixa nesta manhã de quinta-feira, a 3,69/março. A BMF trabalha em alta de 0,6%, cotada a R$52,60/março.
De acordo com a CONAB, em nível de Brasil, estima-se que 50% do milho safrinha seja plantado dentro da janela ideal, 30% um pouco fora e os 20% restantes, extremamente tarde; mas essas porcentagens vão depender do clima nas próximas três semanas. Geralmente, no Centro-Sul não se planta milho após o dia 15 de março. A produção brasileira de milho, verão e inverno, está estimada em cerca de 100MT, com exportações na casa de 30/35MT.
No Paraná, o DERAL estima que 23% do milho verão esteja colhido. A produção está estimada em 3,3MT, 5% de aumento em relação ao ano passado. Com relação ao milho safrinha, é projetada uma produção de 12,4MT numa área de 2,16MH. A área sofrerá decréscimo de 7% em relação à temporada passada, devido ao plantio tardio. Até semana passada, 32% já havia sido semeado.
De acordo com IMEA, a safrinha no Mato Grosso está 79,6% plantada, contra 86,5% do mesmo período do ano anterior e 72,7% de média histórica. O estado é responsável por 38% da área de milho safrinha a nível de Brasil.
No oeste do estado, indicações de compra entre R$ 46,00/46,50 e intenções de venda até na faixa R$ 47,00/48,00 – dependendo de prazos e de localização. Porto, com indicações entre R$ 42,50/43,50 por saca.
(AS INDICAÇÕES DE PREÇO, TANTO PARA SOJA QUANTO PARA MILHO, SÃO UMA IDEIA GENÉRICA DE PREÇOS PARA O OESTE DO ESTADO E, EVENTUALMENTE, PARA O PORTO DE PARANAGUÁ. PARA INDICAÇÕES MAIS PRECISAS É NECESSÁRIO SUBMETER O LOTE EM QUESTÃO NUMA PROPOSIÇÃO FIRME DE VENDA PARA O MERCADO – PARA ISTO, LIGUE PARA GRANOESTE: (45) 3220-8383).
DÓLAR – Opera novamente em níveis recordes, cotado a R$ 4,46, depois de alta superior a 1% nesta quarta-feira na retomada dos negócios no pós-feriado de carnaval. (GRANOESTE CORRETORA – Camilo /Stephan).