Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera em forte alta de 13 a 15 cents, a U$ 10,06/novembro, nesta manhã de quarta-feira. As perdas verificadas no final da sessão de ontem, na faixa de 7 cents, se deram em razão de vendas por parte de investidores, depois que os preços chegaram ao patamar mais alto desde junho de 2018. O mercado mantém o tom francamente positivo, postado na forte demanda e na perda de qualidade das lavouras norte-americanas.
– A indústria norte-americana informou que foram esmagadas 4,49MT de soja durante agosto, ante 4,70MT em julho. O volume processado ficou ligeiramente abaixo do esperado e é o menor desde janeiro.
– As lavouras norte-americanas seguem perdendo qualidade. De acordo com o USDA, 63% se encontram em boas e excelentes condições, queda de dois pontos em relação à semana anterior. Em relação ao estágio, 37% estão na fase de maturação, ante 13% da mesma semana do ano passado.
– O USDA segue reportando vendas diárias e em grandes volumes para o exterior, notadamente para a China. Ontem foram anunciados negócios de mais 264 mil tons.
– A programação de navios nos portos brasileiros aponta para embarques da ordem de 4,3MT de soja em setembro. No acumulado desta estação, os dados da Secex indicam que o país já despachou para o exterior 78,4MT, ante 60,2Mt do mesmo intervalo do ano passado. As exportações deste ano podem chegar a 85,0/88,0MT, um novo recorde histórico.
– Mercado doméstico segue calmo e assim deve se manter pelo restante da temporada. Com a antecipação do período de entressafra, determinada pelo forte ritmo das exportações, os preços se posicionam acima da paridade internacional em todas as regiões e são absorvidos pelas indústrias.
– CBOT com preços firmes, câmbio bem sustentado e prêmios na faixa entre 170/185 ajudam a promover suporte, um piso para os preços internos.
– Indicações de compra no oeste do estado do PR na faixa de R$ 135,00/137,00 por saca, dependendo de local de embarque e de prazo de pagamento.

MILHO – CBOT opera em ligeira alta, a U$ 3,67/dezembro, nesta manhã de quarta-feira, buscando recuperar-se das perdas apuradas na sessão anterior.
– Ontem, o mercado foi pressionado por certa realização de lucros, depois que os preços, na segunda-feira, atingiram o melhor patamar desde 13 de março, com U$ 3,69. O início da colheita em bom ritmo também é fator limitante de altas.
– O USDA segue reportando vendas quase que diariamente no mercado exportador. A demanda firme, juntamente com cortes nas estimativas de produção dos EUA, são fatores de sustentação.
– As previsões indicam a chegada antecipada de uma frente fria no Meio-Oeste norte-americano já nos próximos dias, com temperaturas baixas e geadas. A boa notícia é que os danos tendem a ser limitados. Por enquanto, a baixa umidade auxilia na secagem das lavouras e avanço da colheita.
– A colheita de milho safrinha no Paraná atinge 94%, de acordo com o Deral. As condições das lavouras são: boas 46%, regulares 35% e ruins 19%. A produtividade média deve ficar abaixo daquela apurada no ano anterior, caindo de 5.929 quilos por hectare para 5.109 quilos por hectare, nesta temporada.
– De acordo com o Deral, o plantio da safra de milho verão no Paraná chega a 24%, podendo ficar 1% acima (358,6 mil hectares) da área semeada no ano anterior. Oitenta e sete por cento das lavouras está em boas condições de desenvolvimento e 13% regulares; 46% encontra-se no estágio de germinação e 54% em desenvolvimento vegetativo.
– No mercado doméstico, os preços se apresentam de estáveis a firmes. De maneira geral, os produtores seguem limitando o volume ofertado, levando em conta as perspectivas futuras de preço e diante da capitalização alcançada com o forte ritmo e excepcionais ganhos auferidos com a soja. Por outro lado, as integrações estão relativamente bem abastecidas e ainda recebendo volumes negociados na modalidade antecipada e procuram fazer valer esta postura de barganha.
– No oeste do estado, interesse de compra entre R$ 54,00/55,00 por saca, dependendo de localização e prazo. Em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 58,00/59,00 por saca.
CÂMBIO – Opera em leve queda neste momento, na faixa de R$ 5,27. Na sessão anterior, fechou em R$ 5,289. (Granoeste – Camilo / Stephan).