Comentário de Mercado

SOJA – Depois de registrar alta de 2% na sessão de ontem, Chicago oscila no nível do fechamento anterior, a U$ 10,11/novembro, nesta manhã de quinta-feira. O mercado se mantém firme, impulsionado pela continuada demanda pelo produto norte-americano em meio a cortes nas estimativas de colheita.
– O suporte também é promovido pela boa demanda para os demais produtos concorrentes, como óleo de canola, palma e girassol. Há também uma intensa movimentação de compras técnicas por parte de fundos e especuladores, que estão apostando em novas altas no decorrer.
– O USDA informou que as exportações de soja dos EUA somaram 2,46MT na última semana, elevando o total desta estação, iniciada em primeiro de setembro, para 32,3MT, ante apenas 11,2MT do mesmo período do ano anterior.
– Mercado doméstico segue com baixo volume de negócios. Os preços, porém, se mantém firmes, no patamar nominal mais alto da história. A definição de preços está regionalizada, focado na demanda local. Houve relatos de preços superiores a R$ 140,00 no interior do RS.
– Com a antecipação da entressafra, devido ao ritmo recorde das exportações, os preços tendem a manter este perfil pelo restante da temporada, posicionados acima da paridade internacional em todas as regiões e absorvidos pelas indústrias e não por tradings exportadoras.
– CBOT com preços firmes (no melhor patamar em mais de dois anos), câmbio bem sustentado e prêmios na faixa entre 170/185 ajudam a promover suporte, um piso para os preços.
– Indicações de compra no oeste do estado do PR na faixa de R$ 136,00/138,00 por saca, dependendo de local de embarque e de prazo de pagamento.

MILHO – CBOT opera estável, a U$ 3,71/dezembro, nesta manhã de quinta-feira. O mercado está recebendo sinais mistos, com a CBOT tendo oscilado entre os campos positivo e negativo nas primeiras horas.
– A CBOT trabalha nos maiores níveis desde março deste ano. O mercado internacional se mantém firme diante de adversidades climáticas no Meio-Oeste, que, ultimamente, vive um período de estiagem e prejudica as lavouras ainda em desenvolvimento. Por outro lado, a baixa umidade favorece as áreas em maturação e em colheita.
– Além disso, tufões e chuvas pesadas na China danificaram extensas áreas de milho, com perdas que podem chegar a 10,0MT, conforme estimativa de analistas ouvidos pela Reuters. Isto só aumenta a necessidade de importações, sobretudo em razão da retomada da produção de suínos no país. No último relatório de oferta e demanda, o USDA estimou a produção local em 260,0MT, com importações de 7,0MT e consumo de 279,0MT.
– O USDA informou que foram fechados negócios de exportação num montante de 1,61MT na última semana. Na temporada, as exportações somam 20,5MT, ante apenas 8,7MT do mesmo intervalo do ano passado.
– No mercado doméstico, os preços se apresentam de estáveis a firmes. De maneira geral, os produtores seguem limitando o volume ofertado, levando em conta as perspectivas futuras de preço, diante da capitalização alcançada com o forte ritmo e excepcionais ganhos auferidos com a soja. Por outro lado, as integrações estão relativamente bem abastecidas e ainda recebendo volumes negociados na modalidade antecipada e procuram fazer valer esta postura de barganha.
– No oeste do estado, interesse de compra entre R$ 54,00/55,00 por saca, dependendo de localização e prazo. Em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 58,00/59,00 por saca.
CÂMBIO – Opera em alta neste momento, na faixa de R$ 5,27. Na sessão anterior, fechou em R$ 5,240. (Granoeste – Camilo / Stephan).