Comentário de Mercado

SOJA – Chicago opera em alta acentuada, de 10 a 12 cents, a U$ 10,33/novembro, nesta manhã de terça-feira, buscando recuperar-se das perdas de 21 cents apurados na sessão de ontem. Ao longo das últimas cinco semanas, os ganhos são da ordem de 14%.
– O mercado segue bem sustentado pela demanda chinesa e pelas perdas de qualidade da safra dos EUA. Os investidores também estão atentos quanto ao aumento da oferta promovido pelo início da colheita norte-americana.
– O atraso das chuvas no Brasil e a possibilidade de ocorrência do La Niña (menos chuvas na porção Sul do Brasil) começa a entrar no radar dos investidores e merece toda a atenção no decorrer.
– Nos EUA, segundo o USDA, a colheita chega a 6%, ante 2% de um ano atrás e 6% de média histórica; 59% entraram na fase de maturação, contra 29% da mesma semana de 2019 e 50% de média.
– Em relação à qualidade, 63% das lavouras são consideradas boas/excelentes, mesmo índice da semana passada; 27%, regulares (26% na semana anterior) e 10%, ruins/péssimas (11% há sete dias). Na mesma data do ano passado, os índices eram, respectivamente, 54%, 33% e 13%.
– O Index, cujo valor 100 denota normalidade na evolução das lavouras, está em 101, ante 97 de um ano atrás.
– A SECEX informa que as exportações brasileiras de soja somam 2,92MT até aqui, em setembro. No acumulado da temporada, iniciada em fevereiro, o volume chega a 79,7MT, ante 61,3MT do mesmo intervalo do ciclo passado.
– A cada dia, o mercado interno vem registrando máximas nominais históricas, diante da escassez de oferta causada pelo ritmo recorde de exportações. Na base da aceleração dos preços está a alta do câmbio. Os ganhos recentes na CBOT promovem um suporte ainda mais consistente para os preços domésticos, influenciando de forma aguda também a formação do preço de safra nova. Prêmios seguem na faixa de 175/190.
– O volume de negócios segue contido e regionalizado, com preços acima da paridade internacional em todas as regiões. No oeste do PR, indicações de compra na faixa de R$ 143,00/145,00 por saca, dependendo de local de embarque e de prazo de pagamento. Em Paranaguá e em Ponta Grossa houve reportes de negócios na faixa de R$ 150,00. Há, porém, relatos ainda maiores em outras regiões específicas, atendendo à demanda localizada.

MILHO – CBOT opera em leve alta, a U$ 3,72/dezembro, nesta manhã de terça-feira. Mercado se recupera depois de uma jornada de realização de lucros.
– O USDA divulgou no fim da tarde de ontem que a colheita da safra norte-americana de milho chega a 8%, ante 5% da semana passada, 6% do ano anterior e média de 10% para este período. Os estágios do milho dividem-se em a) grãos formados: 95% na semana presente, contra 76% da temporada passada e 90% de média; b) maturação: 59% na semana atual, 26% na safra passada e média de 49%.
– As condições das lavouras melhoram um ponto. Áreas tidas como boas/excelentes: 61% (60% na semana prévia e 57% na temporada anterior); médias/regulares: 25% (mesmo índice da semana anterior e 30% na mesma data de 2019) e ruins/muito ruins: 14% (15% da semana passada e 13% do ano anterior).
– O USDA acaba de divulgar exportações de mais 0,46MT de milho, sendo 0,14MT apara a China e as restantes 0,32MT para destinos não divulgados.
– Dados da Secex informam que as exportações de milho, até aqui, em setembro, somam 4,54MT. Na temporada, os embarques chegam a 16,4MT, ante 23,6MT do mesmo período do ano passado.
– No mercado doméstico, os preços se apresentam mais firmes. De maneira geral, os produtores seguem limitando o volume ofertado, levando em conta as perspectivas futuras – impulsionados também pelas altas constantes da soja. Por outro lado, as integrações estão relativamente bem abastecidas no curto prazo e limitam as indicações de compra.
– No oeste do estado, interesse de compra entre R$ 55,00/57,00 por saca, dependendo de localização e prazo. Em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 61,00/62,00 por saca.
CÂMBIO – Opera em leve alta neste momento, na faixa de R$ 5,42. Na sessão anterior, fechou em R$ 5,399. (Granoeste – Camilo / Stephan).