Comentário de Mercado

SOJA – Chicago volta a operar em queda, de 8 a 10 cents, a U$ 10,05/novembro, nesta manhã de quinta-feira. Depois de ter subido cerca de 15% desde meados de agosto e ter atingido o melhor patamar em mais de dois anos, o mercado está tirando esta semana para correções.
– O avanço da colheita norte-americana e o aumento da oferta disponível também ajuda a acomodar os preços. O tempo mais seco vem contribuindo para a evolução dos trabalhos de campo.
– Internamente, os preços seguem registrando novas máximas históricas, num quadro de escassez, causado pelo ritmo recorde de exportações. Na base da aceleração dos preços está a alta do câmbio, bem como os ganhos recentes na CBOT. Os prêmios se mantêm firmes, na faixa de 175/190.
– O volume de negócios segue contido e regionalizado, com preços acima da paridade internacional. No oeste do PR, indicações de compra na faixa de R$ 146,00/148,00 por saca, dependendo de local de embarque e de prazo de pagamento. Há relatos de que, em algumas regiões interioranas, está ocorrendo negócios acima de R$ 150,00, até R$ 155,00, em razão da forte demanda local.

MILHO – CBOT opera em baixa de 3 a 4 cents, a U$ 3,65/dezembro, nesta manhã de quinta-feira. Mercado é influenciado pelo avanço da colheita norte-americana, pelo aumento do número de casos de corona na Europa e pelo dólar mais forte (que eleva o custo do produto norte-americano no mercado internacional).
– Com o tempo seco em boa parte do Corn Belt, a colheita anda a pleno vapor, com relatos de muitas ofertas disponíveis, o que acaba pressionando os preços no mercado físico e nos futuros.
– As importações de milho por parte da China atingem o maior volume em 4 anos. Ao mesmo tempo, as importações de carnes diminuem, tendo por base a recuperação dos rebanhos de suínos. No mês de agosto deste ano, foram importadas 1,02MT de milho, 12% a mais do que em julho e 5 vezes mais do que em agosto de 2019. Este volume foi o mais expressivo desde maio de 2016 (1,04MT). Os chineses priorizam a importação de matérias primas e não de produtos acabados.
– No mercado doméstico, os preços seguem firmes. Com a alta do câmbio e dos preços internacionais, as indicações de compra nos portos ajudam a sustentar os preços de interior. De maneira geral, os produtores seguem limitando o volume ofertado. O atraso do plantio de verão também entra no radar como elemento de suporte. Por outro lado, as integrações não se apressam com compras de curto prazo – o que acaba limitando o volume de negócios.
– No oeste do estado, interesse de compra entre R$ 56,00/58,00 por saca, dependendo de localização e prazo. Em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 63,00 / 64,00 por saca.
CÂMBIO – Opera em leve alta neste momento, na faixa de R$ 5,60. Na sessão anterior, fechou em R$ 5,592. (Granoeste – Camilo / Stephan).