Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera em baixa, de 3 a 4 cents, a U$ 9,92/novembro, nesta manhã de terça-feira. Desde a semana passada, o mercado vive certa pressão, que marca a intensificação da colheita norte-americana, bem como certa tomada de fôlego depois de ganhos superiores a 15% desde meados de agosto.
– De acordo com o USDA, 20% das lavouras de soja já foram colhidas, um avanço de 14 pontos ao longo da última semana. Na mesma data do ano passado o índice era de 6% e, na média histórica, de 15%.
– As áreas tidas como boas/excelentes somam 64%, um ponto acima da semana anterior. Na mesma semana de 2019, o índice era de 55%.
– Amanhã o USDA irá divulgar os estoques norte-americanos relativos ao quarto trimestre do ano agrícola. São os estoques finais da temporada 2019/20 e, ao mesmo tempo, os estoques iniciais da temporada 2020/21. O mercado aguarda um corte robusto nos estoques de soja, que devem ficar na faixa de 15,6MT, ante 24,7MT da mesma data do ano passado. Menos expressivos, mas são esperados cortes também nos estoques finais de milho e trigo.
– Os preços internos se mantêm firmes, num quadro de forte escassez. Na base da aceleração dos preços está a alta do câmbio e o ritmo histórico de exportações. Os prêmios seguem firmes, na faixa de 180/200.
– O volume de negócios, no entanto, é baixo; os preços, porém, giram acima da paridade internacional e marcam recordes históricos. No oeste do PR, indicações de compra na faixa de R$ 150,00 por saca, dependendo de local de embarque e de prazo de pagamento.

MILHO – CBOT opera em baixa de 2 a 3 cents, a U$ 3,64/dezembro, nesta manhã de terça-feira. A CBOT é pressionada pela entrada mais intensa da colheita norte-americana. Porém, a demanda aquecida ajuda a conter as perdas. Os investidores também se posicionam frente ao relatório de estoques trimestrais de milho do país, que será divulgado amanhã.
– Nos EUA, o USDA informa que a colheita de milho atingiu 15%, contra 10% do ano anterior e média de 16%. Houve avanço de sete pontos percentuais na semana.
– A condições das lavouras são: 61% boas/excelentes, ante 57% de um ano atrás; 25% regulares, contra 29% da mesma semana de 2019 e 14% ruim/muito ruim, ante 14% do ano anterior.
– O mercado aguarda uma leve redução dos estoques finais dos EUA no quarto trimestre (que também será considerado como estoques iniciais da nova estação). Consultores ouvidos por agências de notícias esperam que os estoques fiquem em algo como 56,9MT, ante 57,2MT do ano anterior. O USDA irá divulgar o relatório de estoques trimestrais nesta quarta-feira.
– No mercado doméstico, os preços seguem firmes. Com a alta do câmbio e dos preços internacionais, as indicações de compra nos portos promovem ainda mais suporte para os preços de interior. De maneira geral, os produtores seguem limitando o volume ofertado. O atraso do plantio de verão também entra no radar e sustentam os preços.
– No oeste do estado, interesse de compra entre R$ 58,50/59,50 por saca, dependendo de localização e prazo. Em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 64,50 / 65,50 por saca.
CÂMBIO – Opera em leve baixa neste momento, na faixa de R$ 5,62. Na sessão anterior, fechou em R$ 5,639. (Granoeste – Camilo / Stephan).