Comentário de Mercado

SOJA – CBOT volta a opera em leve baixa, a U$ 9,91/novembro, nesta manhã de quarta-feira. Vendas técnicas seguem pressionando os preços, no momento em que a colheita avança pelos campos do Meio Oeste.
– A desvalorização do Real também é fator de pressão para os preços internacionais, uma vez que torna o Brasil mais competitivo no abastecimento de médio e longo prazos (projetado para fevereiro/março em diante).
– O mercado também busca posicionar-se para o relatório trimestral de estoques dos EUA, no qual é aguardado redução dos volumes de soja na passagem de uma temporada para outra. Consultores ouvidos por agências de notícias aguardam estoques de 15,6MT de soja em primeiro de setembro, diante do recorde de 24,7MT existentes na mesma data do ano passado.
– Os preços internos se mantêm firmes, num quadro de baixa disponibilidade. Na base da aceleração dos preços está a alta do câmbio e o ritmo histórico de exportações. Os prêmios seguem firmes, na faixa de 180/200.
– O volume de negócios é baixo; os preços giram acima da paridade internacional e marcam recordes históricos. No oeste do PR, indicações de compra na faixa de R$ 150,00/152,00 por saca, dependendo de local de embarque e de prazo de pagamento.

MILHO – CBOT opera em baixa de 1 a 2 cents, a U$ 3,63/dezembro, nesta manhã de quarta-feira, pressionada pela previsão de clima seco em boa parte dos EUA, o que favorece o avanço mais robusto da colheita.
– Além da colheita, o mercado aguarda e se posiciona frente ao relatório de estoques trimestrais norte-americanos que será divulgado logo mais no início – o qual é esperado com volumes menores do que os constados em primeiro de setembro do ano passado.
– Apesar das preocupações com o clima adverso, o plantio de milho no Paraná atinge 40%, segundo boletim do Deral. As condições das lavouras são classificadas como: boas/excelentes, 84%; regulares, 15% e ruins, 1%. Na fase de germinação encontram-se 28% das plantas e em crescimento vegetativo, 72%.
– Enquanto isto, no Rio Grande do Sul, o clima seco começa a afetar a evolução das lavouras, depois de parte das áreas terem sofrido também com geadas. Na porção norte do estado não ocorrem chuvas a mais de 20 dias e não há previsões positivas para os próximos 10 dias.
– No mercado doméstico, os preços seguem firmes. Com a alta do câmbio e dos preços internacionais, as indicações de compra nos portos promovem ainda mais suporte para os preços de interior. De maneira geral, os produtores seguem limitando o volume ofertado. Ao gerar novas preocupações, o atraso do plantio de verão é mais um fator de sustentação dos preços.
– No oeste do estado, interesse de compra entre R$ 59,50/61,00 por saca, dependendo de localização e prazo. Em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 64,50 / 65,50 por saca.
CÂMBIO – Opera em zerado neste momento, na faixa de R$ 5,64. Na sessão anterior, fechou em R$ 5,642. (Granoeste – Camilo / Stephan).