Comentário de Mercado

SOJA – Chicago opera com perdas (de 7 a 8 cents) nesta manhã de sexta-feira, a U$ 879/março. Ontem, depois de registrar queda de até 13 cents, o mercado se recuperou e fechou em alta de 5 cents sobre março. Com as perdas verificadas neste momento, os ganhos de fevereiro ficam zerados. Desde o início de janeiro, a CBOT registra recuo acumulado de quase 8%.
Na jornada anterior, ficou visível como as informações fazem o mercado e, em última instância, formam os preços. Notícias e opiniões contraditórias sobre a epidemia de coronavírus acabaram jogando o mercado para os dois lados da tabela. Primeiramente, notícias e sugestões sobre a gravidade e o poder de alastramento da doença pelo mundo pressionaram as cotações. Mais tarde, opiniões sobre certo controle da epidemia na China, com menor ritmo de infecções, terminaram por sugerir otimismo aos mercados e os preços de muitas commodities reagiram positivamente. Neste contexto, especialistas chegaram a sugerir que a China estará livre da doença até o final de abril.
Paralelamente, nesta quinta-feira, o mercado foi suportado também pela suspensão das exportações da Argentina, em meio a rumores de que o governo deve elevar novamente as retenciones sobre exportações de soja, milho e trigo.
O mau humor voltou a reinar nesta última sessão da semana e do mês de fevereiro – com clara aversão ao risco. Ao mesmo tempo, as exportações norte-americanas ficaram muito abaixo do esperado, com apenas 0,34MT na última semana – informou o USDA. Na temporada, as vendas externas chegam a 33,7MT, ante 38,9MT do mesmo período do ciclo anterior. Os embarques chegam a 28,9MT, contra 25,5MT do mesmo intervalo do ano passado.
No PR a colheita de soja chega a 42%, informa o DERAL. A produção deve chegar a 19,7MT, ante 16,2MT da safra passada – aumento de 22% – com produtividade de 60,1 sc/ha, ante 49,5 sc/ha do ciclo anterior.
Internamente, o câmbio voltou a bater novos e disparados recordes, ultrapassando a marca de R$ 4,50, promovendo, sozinho, o suporte para os preços – diante da acomodação de Chicago e dos prêmios. Indicações de compra no oeste do estado na faixa entre R$ 80,50/81,50 – dependendo de local e prazo de pagamento – e, em Paranaguá, entre R$ 88,50/89,50.
MILHO – Contratos futuros em Chicago trabalham praticamente zerados nesta manhã de sexta-feira, a 3,64/março. Ontem fechou com 6 cents de baixa. A BMF trabalha em alta de 0,7%, cotada a R$53,50/março.
As vendas de milho norte-americano, na última semana, ficaram abaixo do esperado, em 0,86MT – 31% menor em comparação com a semana anterior. A expectativa era superior a 1,0MT. Na temporada, as vendas chegam a 25,9MT, contra 39,6MT do mesmo intervalo do ciclo passado. Os embarques chegam a 13,5MT ante 25,5MT do mesmo intervalo do ano passado. Os dados são do USDA.
Mercado interno segue firme, com escassez de ofertas. A entrada lenta e esparsa do milho verão é rapidamente absorvida pelo mercado e não chega a pressionar os preços.
No oeste do estado, indicações de compra entre R$ 46,00/47,00 – dependendo de prazos e de localização. Porto, com indicações entre R$ 43,00/44,00 por saca.
(AS INDICAÇÕES DE PREÇO, TANTO PARA SOJA QUANTO PARA MILHO, SÃO UMA IDEIA GENÉRICA DE PREÇOS PARA O OESTE DO ESTADO E, EVENTUALMENTE, PARA O PORTO DE PARANAGUÁ. PARA INDICAÇÕES MAIS PRECISAS É NECESSÁRIO SUBMETER O LOTE EM QUESTÃO NUMA PROPOSIÇÃO FIRME DE VENDA PARA O MERCADO – PARA ISTO, LIGUE PARA GRANOESTE: (45) 3220-8383).
DÓLAR – Opera novamente em alta, cotado a R$ 4,49. Ontem, depois de ultrapassar a marca de R$ 4,50 – novo recorde histórico – a cotação caiu com a ação do BC e fechou em R$ 4,477. (GRANOESTE CORRETORA – Camilo /Stephan).