Comentário de Mercado

SOJA – Chicago opera estável nesta manhã de segunda-feira, a U$ 10,21/novembro. De um lado, o mercado segue contido pelo clima favorável e, consequentemente, pelo bom andamento da colheita; de outro, recebe suporte com a forte presença chinesa nas importações. Além disto, também nos EUA, os índices de produtividade tendem a ficar abaixo das expectativas iniciais.
– Além da colheita nos EUA e da demanda em alta, o atraso do plantio no Brasil e a possível perda de produção começa a ser considerada na formação do preço internacional.
– Nesta sexta-feira, o USDA irá apresentar o relatório de oferta e demanda referente a outubro. As novas atualizações devem indicar cortes na produtividade, na produção e nos estoques finais.
– Em termos globais, as preocupações se avolumam em torno da redução da oferta. Os EUA veem sua produção mais encolhida e, na América do Sul, as irregularidades climáticas começam a afetar o plantio. Institutos de meteorologia consideram que já está ação o fenômeno La Niña, que tende a reduzir drasticamente a ocorrência de chuvas no sul do Brasil e na Argentina.
– No Brasil, informa a consultoria Safras & Mercado, o plantio chega a 1,5%, ante 4,9% da mesma época do ano passado e 4,2% de média histórica.
– Enquanto isto, o IMEA avalia que, no Mato Grosso, o plantio chega a 1,7%, contra 6,7% da mesma data do ano passado.
– Mercado interno vem batendo novos recordes nominais a cada dia, diante da escassez e das preocupações com o clima. Real desvalorizado e ganhos na bolsa norte-americana também dão suporte ao determinar um piso para os preços. Os prêmios seguem firmes, na faixa de 190/210.
– O volume de negócios é baixo; os preços dispararam acima da paridade internacional. No oeste do PR, as indicações giram na faixa de R$ 153,00/156,00 por saca, dependendo de local de embarque e de prazo de pagamento e, sobretudo, dependendo da necessidade do comprador.

MILHO – CBOT opera estável, a U$ 3,80/dezembro, nesta manhã de segunda-feira.
– Mercados internacionais indicam certa aversão ao risco, devido ao aumento dos casos de coronavírus e, sobretudo, por causa da infecção do presidente Trump. Este cenário acaba afetando o desempenho dos ativos de risco, incluindo as commodities.
– A colheita da safra norte-americana segue em bom ritmo, ainda com tempo seco na maioria das regiões produtoras.
– Apesar do estoque trimestral dos EUA ter ficado abaixo do esperado, em 50,7MT, a boa safra que está chegando ao mercado, avaliada em 378MT, deverá ser suficiente para atender a demanda interna e externa, sem maiores sobressaltos.
– O line-up nos portos brasileiros indica embarques de pelo menos 4,3MT no mês de outubro. No acumulado da temporada, de fevereiro a outubro, as exportações deverão fechar num volume superior a 23,0MT.
– De acordo com a consultoria Safras & Mercado, o plantio da safra brasileira de milho verão atinge 36,5%. No Rio Grande do Sul o índice chega a 68,9%; em Santa Catarina, a 51,4% e no Paraná, a 44,7%. Na mesma época do ano passado, o índice era de 37,7% e, na média histórica, de 33,5%.
– No mercado doméstico, os preços seguem firmes, suportados também pelas indicações de compra nos portos, que se mantêm firmes. De maneira geral, os produtores estão limitando o volume ofertado. O atraso do plantio de verão e as irregularidades climáticas também entram na formação do preço e promovem sustentação.
– No oeste do estado, interesse de compra entre R$ 60,00/61,00 por saca, dependendo de localização e prazo. Em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 65,50 / 67,00 por saca.
CÂMBIO – Opera em leve alta neste momento, na faixa de R$ 5,67. Na sessão anterior, fechou em R$ 5,663. (Granoeste – Camilo / Stephan).