Comentário de Mercado

SOJA – Chicago opera em forte alta, de 18 a 22 cents, a U$ 10,40/novembro, neste momento, manhã de terça-feira. Demanda consistente, alta expressiva do petróleo, certa redução da safra norte-americana e atraso do plantio no Brasil promovem o tom positivo. Por outro lado, o avanço da colheita dos EUA limita os ganhos.
– Existe também certa movimentação técnica, com fundos e investidores se posicionando com maior volume de posições compradas.
– Em boletim divulgado no fim da tarde de ontem, o USDA informou que a colheita da safra de soja chega a 38%, ante 12% de um ano atrás e 28% de média histórica. Houve avanço de 18 pontos ao longo da última semana. Oitenta e cinco por cento das áreas entrou na fase de maturação, ante 67% da mesma data do ano passado.
– Quanto à qualidade, as lavouras permanecem avaliadas no mesmo nível da semana passada, 64%, boas/excelentes; 26%, regulares e 10%, ruins/péssimas. Na mesma semana de 2019, os índices eram, respectivamente, 53%, 32% e 15%.
– Mercado interno segue firme e batendo novos recordes nominais. Escassez interna, depois do ritmo recorde de exportações, e renovadas preocupações com o clima estão no centro das atenções. Real desvalorizado e ganhos na bolsa norte-americana também dão suporte ao determinar um piso para os preços. Os prêmios seguem firmes, na faixa de 190/210.
– O volume de negócios é pouco expressivo, apenas pontuais, mesmo para a safra nova. No oeste do PR, as indicações giram na faixa de R$ 155,00/158,00 por saca, dependendo de local de embarque e de prazo de pagamento e, sobretudo, dependendo da necessidade do comprador.

MILHO – CBOT opera em alta de 6 a 8 cents, a U$ 3,87dezembro, nesta manhã de terça-feira.
– Divulgado ontem pelo USDA, as condições das lavouras de milho melhoraram um ponto percentual, ficando assim: boas/excelentes, 62%, ante 61% da semana anterior e 56% da temporada passada; regular, 25%, mesmo índice da semana anterior e 29% na estação passada e ruim/muito ruim, 13%, ante 14% de 7 dias atrás e 15% da safra passada.
– Com o clima bastante favorável, a colheita norte-americana avançou para 25%. Na semana anterior o índice era de 15%; no ano passado, 14% e na média de 5 anos, 24%.
– Devido à seca que assolou extensas áreas da União europeia, a safra de milho será reduzida, fazendo com que os europeus venham a mercado. A estimativa é de importações próximas a 20MT, ante 18,4MT da safra passada.
– A China também deverá aumentar suas compras no exterior. No relatório de setembro, o USDA previa que os chineses importariam 7,0MT; porém, o relatório de exportações do USDA indica que já há o comprometimento de mais de 9,0MT para a China, somente de produto norte-americano.
– No mercado doméstico os preços se mantêm firmes. De maneira geral, os produtores estão limitando o volume ofertado. O atraso plantio de verão e as irregularidades climáticas também entram na formação do preço e promovem sustentação.
– No oeste do estado, interesse de compra entre R$ 61,50/62,50 por saca, dependendo de localização e prazo. Em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 66,50 / 67,50 por saca.
CÂMBIO – Opera em leve alta neste momento, na faixa de R$ 5,53. Na sessão anterior, fechou em R$ 5,569. (Granoeste – Camilo / Stephan).