Comentário de Mercado

SOJA – Chicago opera em alta de 7 a 9 cents, a U$ 10,53/novembro, nesta manhã de quarta-feira, estendendo os sólidos ganhos observados na sessão anterior, superiores a 20 cents. Desde meados de agosto a posição novembro registra alta de 17%, um movimento postado na forte demanda chinesa, redução da safra norte-americana e clima seco com atraso do plantio no Brasil.
– Os investidores também buscam posicionar-se frente ao relatório de oferta e demanda de outubro, que será apresentado pelo USDA nesta sexta-feira. O mercado espera um novo corte na estimativa de produção dos EUA, para algo como 116,8MT, ante 117,4MT previstos no mês passado. Os estoques devem sofrer uma redução ainda mais expressiva, podendo se situar abaixo de 10,0MT, ante 12,5MT estimados em setembro. Na última temporada, os estoques ficaram em 14,3MT, de acordo com o boletim de estoques trimestrais.
– Com a colheita se aproximando da metade (38% até o último domingo, segundo o USDA), os dados de produtividade e de produção serão bastante confiáveis uma vez que estarão postados, em grande parte, em dados concretos vindo do campo.
– O Brasil tem programado, para outubro, o embarque de mais 2,3MT de soja, pelo menos. Até o final de setembro, segundo a SECEX, o país já exportou 81,3MT, ante 62,7MT do mesmo período do ano anterior.
– Internamente, novos recordes de preço são batidos a cada dia. Escassez interna e renovadas preocupações com o clima estão no centro das atenções. Real desvalorizado e ganhos na bolsa norte-americana também dão suporte ao determinar um piso para os preços domésticos. Os prêmios seguem firmes, na faixa de 200/220.
– O volume de negócios é pouco expressivo, apenas pontuais, mesmo para a safra nova. No oeste do PR, as indicações giram na faixa de R$ 156,00/160,00 por saca, dependendo de local de embarque e de prazo de pagamento e, sobretudo, dependendo da necessidade do comprador.

MILHO – CBOT opera em alta de 4 cents, a U$ 3,89/dezembro, nesta manhã de quarta-feira. Ontem os ganhos foram de 5 cents.
– Nesta sexta-feira, o USDA irá divulgar o relatório mensal de oferta e demanda e o mercado se posiciona frente a ele. A produção norte-americana é esperada em 375,9MT, menor do que as 378,5MT do relatório de setembro, mas acima das 345,9MT produzidas no ano passado.
– Os estoques também são esperados em queda em relação ao mês anterior; devem se situar em 54,1MT, uma redução drástica comparada às 63,6MT do relatório de setembro. Ao final do ano anterior os estoques eram de 57,2MT.
– A colheita norte-americana chega a 25%, informou o USDA, um pouco mais lenta do que os 26%/27% esperados pelo mercado. A demanda continua bastante aquecida, com vendas quase que diárias para destinos internacionais.
– No mercado doméstico os preços se mantêm firmes, com os produtores limitando o volume ofertado. O atraso plantio de verão e as irregularidades climáticas também entram na formação do preço e promovem sustentação. Preços internacionais em alta e desvalorização do Real garantem um piso para os preços.
– No oeste do estado, interesse de compra entre R$ 62,00/63,00 por saca, dependendo de localização e prazo. Em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 67,00 / 68,00 por saca.
CÂMBIO – Opera em leve baixa neste momento, na faixa de R$ 5,57. Na sessão anterior fechou em R$ 5,598. (Granoeste – Camilo / Stephan).