Comentário de Mercado

SOJA – CBOT volta a operar em alta – de 5 a 7 cents neste momento – nesta manhã de quarta-feira, a U$ 10,50/novembro. O mercado segue suportado pela excepcional demanda chinesa e pelo clima seco no Brasil. A redução da produção e dos estoques norte-americanos promovida pelo USDA no último relatório de oferta e demanda também jogam no campo positivo.
– A colheita da safra norte-americana avançou de forma surpreendente na última semana. Segundo o USDA, 61% das lavouras já foram colhidas, ante 23% da mesma data do ano passado e 42% de média histórica. Houve avanço de 23 pontos percentuais na semana.
– O USDA informa também que 93% das áreas entraram em maturação, ante 81% da mesma data do ano anterior. Em relação à qualidade, 63% das lavouras são consideradas boas/excelentes, queda de um ponto no comparativo com a semana anterior. Na mesma época do ano passado, o índice era de 54%.
– As exportações brasileiras de soja chegam a 0,94MT até aqui, neste mês de outubro, informa a SECEX. Na temporada, iniciada em fevereiro, o volume alcança o recorde de 82,2MT, ante 59,8MT do mesmo intervalo do ano passado.
– O DERAL informa que o plantio da safra de soja no Paraná chega a 16%, ante 22% da mesma época do ano passado. A área está projetada em 5,54MH, 1% a mais do que os 5,47MH da safra anterior. A produção está estimada em 20,45MT, queda de 1% no comparativo com as 20,68MT da campanha passada.
– Postados na escassez, os preços internos seguem registrando novos recordes, firmados acima da paridade internacional. Preocupações com o clima, atraso no plantio e até necessidade de replantio em algumas regiões se somam a este cenário altista. Prêmios na faixa de 200/220, câmbio nas alturas e CBOT em busca de novos patamares acabam formando um piso (em alta) para os preços.
– Os negócios seguem limitados e apenas pontuais, mesmo para a safra nova. No oeste do PR, as indicações giram na faixa de R$ 163,00/166,00 por saca, dependendo de local de embarque e de prazo de pagamento e, sobretudo, dependendo da necessidade do comprador.

MILHO – CBOT opera em leve baixa, de 1 a 2 cents, a U$ 3,90/dezembro, nesta manhã de quarta-feira. Ontem houve ganhos de 2 pontos.
– A colheita de milho nos EUA avança em bom ritmo, atingindo 41%, ante 25% da semana anterior, 20% em período equivalente do ano passado e 32% de média de 5 anos.
– As condições das lavouras norte-americanas são consideradas: 61% boas/excelentes, um ponto a menos em relação à semana anterior e 55% de um ano atrás; 25% regulares, mesmo índice da semana prévia, contra 30% do ano anterior e 14% ruins/muito ruins, um ponto a mais em relação à semana prévia e 15% da temporada passada.
– De acordo com Secex, as exportações brasileiras de milho até aqui, em outubro, atingem 2,06MT. Na temporada, iniciada em fevereiro, o volume embarcado chega a 20,5MT, contra 27,9MT do mesmo período do ano passado.
– De acordo com o IMEA, no Mato Grosso a comercialização de milho da safra 2020/21 alcança 54,6%; em período equivalente, na safra passada, o índice era de 41,89%. Já, em relação à safra 2019/20, a comercialização chega a 95,17%, contra 93,31% do mesmo período da temporada anterior.
– No mercado doméstico, as ofertas seguem limitadas e os preços pagos pelas integrações se mantêm acima da paridade internacional em muitas regiões.
– O atraso no plantio de verão e as irregularidades climáticas impulsionam ainda mais os preços e promovem novos patamares de sustentação. Preços internacionais em alta e desvalorização do Real garantem um piso para os preços internos ao viabilizar negócios na exportação em diversas regiões.
– No oeste do estado, interesse de compra entre R$ 64,00/66,00 por saca, dependendo de localização e prazo. Em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 67,00 / 69,00 por saca.
CÂMBIO – Opera em leve queda neste momento, na faixa de R$ 5,56. Na sessão anterior fechou em R$ 5,581. (Granoeste – Camilo / Stephan).