Comentário de Mercado

SOJA – Chicago opera em queda de 8 a 10 cents, a U$ 10,45/novembro, nesta manhã de quinta-feira, em meio a vendas técnicas por parte de investidores.
– De qualquer maneira, o mercado segue amplamente sustentado pela demanda firme, pelo atraso do plantio no Brasil e pela redução da safra e dos estoques norte-americanos.
– De acordo com o USDA, as exportações norte-americanas devem saltar de 45,6MT na temporada 2019/20, para 59,9MT na temporada 2020/21 (já iniciada em primeiro de setembro).
– Os preços internos seguem registrando novos recordes, firmados acima da paridade internacional. Preocupações com o clima, atraso no plantio e até necessidade de replantio em algumas regiões se somam ao cenário positivo. Prêmios na faixa de 200/220, câmbio nas alturas e ganhos recentes na CBOT acabam formando um piso para os preços.
– Os negócios seguem limitados e apenas pontuais, mesmo para a safra nova. No oeste do PR, as indicações giram na faixa de R$ 163,00/165,00 por saca, dependendo de local de embarque e de prazo de pagamento e, sobretudo, dependendo da necessidade do comprador.

MILHO – CBOT estável, a U$ 3,97/dezembro, nesta manhã de quinta-feira. Ontem houve ganhos de 5 pontos, com investidores adotando uma postura mais compradora.
– A China que, neste ano, vem participando com mais compras de milho norte-americano, fechou, ontem, negócios de mais 0,42MT para a temporada 2020/21.
– A safra nova dos EUA está chegando ao mercado com mais intensidade, o que tem limitado ganhos mais expressivos. De acordo com o USDA, no início desta semana, 41% das lavouras já estava colhido, ante 20% da mesma data do ano passado e 32% de média dos últimos 5 anos.
– De acordo com o USDA, a produção global de TRIGO deve alcançar 773,1MT, ante 770,5MT do último ano. Países como EUA, Canadá, Argentina e Ucrânia terão queda de produção; porém, a Rússia, com uma safra recorde, deverá cobrir as perdas de outros países. O trigo tem forte influência na formação do preço de outras commodities, notadamente do milho, já que cerca de 20% da produção mundial é destinada para rações.
– No mercado doméstico, as ofertas seguem limitadas e os preços pagos pelas integrações se mantêm acima da paridade internacional em muitas regiões.
– O atraso no plantio de verão e as irregularidades climáticas impulsionam ainda mais os preços e promovem novos patamares de sustentação. Recentes ganhos nos preços internacionais e desvalorização do Real garantem um piso para os preços internos ao viabilizar negócios na exportação em diversas regiões.
– No oeste do estado, interesse de compra na faixa de R$ 65,00 por saca, dependendo de localização e prazo. Em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 68,00 / 69,00 por saca.
CÂMBIO – Opera em alta neste momento, na faixa de R$ 5,64. Na sessão anterior fechou em R$ 5,603. (Granoeste – Camilo / Stephan).