Comentário de Mercado

SOJA – Chicago opera em alta de 7 a 10 cents, a U$ 10,62/novembro nesta manhã de terça-feira. O mercado segue sustentado pela forte demanda, sobretudo por parte da China, pela redução da safra norte-americana e pelo atraso do plantio no Brasil. O mercado também está atento quanto ao menor ritmo da colheita norte-americana.
– O mercado vive um período de alta do consumo, combinado com redução da oferta global. O resultado é verificado nos seguidos cortes nos estoques de final de temporada. De acordo com o USDA, os estoques finais dos EUA eram de 24,7MT no ciclo 2018/19, caíram para 14,3MT em 2019/20 e estão projetados em 7,9MT ao final da temporada 2020/21.
– Os estoques finais mundiais seguem pelo mesmo caminho. Eram de 113,0MT há dois anos, caíram para 93,8 no ciclo passado e estão projetados em 88,7MT para o fim da atual estação.
– No final da tarde de ontem, o USDA informou que a colheita de soja chega a 75%, ante 40% de um ano atrás e 58% de média histórica. Na semana houve progresso de apenas 14 pontos, ficando abaixo do esperado pelo mercado.

– Os mercados agrícolas vivem um momento de alta generalizada diante do ressurgimento surpreendente da demanda. A soja se posta acima de U$ 10,30/10,50; o milho, acima de U$ 4,00 e o trigo, acima de U$ 6,00.

– No Brasil, além de prêmios firmes, os preços são acelerados pela explosão da taxa câmbio, que subiu cerca de 40% desde o início do ano e esgotou a disponibilidade interna ao estimular as exportações.

– Melhores chuvas em algumas regiões, sobretudo do Sudeste e Centro-Oeste, ativam as condições de implantação das lavouras. No entanto, o plantio segue como o mais atrasado dos últimos anos. Levantamento da consultoria Safras & Mercado, divulgado no fim de semana, indica que apenas 6,1% da área havia sido semeada, ante 19,5% da mesma data do ano passado e 17,3% de média histórica.
– Os preços internos se mantêm em níveis recordes, acima da paridade internacional, com negócios apenas pontuais. Prêmios na faixa de 210/230. No oeste do PR, as indicações giram na faixa de R$ 164,00/166,00 por saca, dependendo de local de embarque e de prazo de pagamento.

MILHO – CBOT opera praticamente zerada, a U$ 4,06/dezembro, nesta manhã de terça-feira. Ontem pregão fechou em alta de 3 cents.
– A colheita de milho nos EUA teve bom avanço ao longo da semana passada e chega a 60%, com progresso de 19 pontos sobre a semana anterior, informa o USDA. Na mesma data do ano passado, o índice era de 28% e, na média de 5 anos, 43%. A condição das lavouras se mantém no mesmo patamar há algumas semanas, na faixa dos 61% na categoria bom/excelente (ante 56% da mesma data da safra passada).
– De acordo com a Secex, exportações de milho, até aqui, em outubro, somam 2,93MT. Na temporada, o volume chega a 21,4MT, ante 29,5MT do mesmo período do ano passado.
– O plantio de milho verão atinge 47%,2 (contra 58,8% de igual período no ano anterior) em nível de Brasil. No Rio Grande do Sul, o índice é de 77,2% (84% safra anterior); no Paraná, 74,6% (88%); em Santa Catarina, 64,5% (73%) e em São Paulo, 12,3% (35%). Nos demais estados, o início do plantio ainda é tímido em razão das irregularidades climáticas. As informações são da consultoria Safras & Mercado.
– No mercado doméstico, as ofertas seguem limitadas e os preços ganham novos patamares. O atraso no plantio de verão se mantêm como fator de suporte. Recentes ganhos nos preços internacionais e desvalorização do Real garantem um piso para os preços internos ao viabilizar negócios na exportação em diversas regiões.
– No oeste do estado, interesse de compra na faixa de R$ 66,00/69,00 por saca, dependendo de localização e prazo. Em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 70,00 / 72,00 por saca.
CÂMBIO – Opera em leve baixa neste momento, na faixa de R$ 5,60 Na sessão anterior fechou em R$ 5,607. (Granoeste – Camilo / Stephan).