Comentário de Mercado

SOJA – Chicago opera em alta de 5 a 6 cents nesta manhã de segunda-feira, a U$ 8,98/maio. Fevereiro terminou com ganhos pouco acima de 1%, depois de um janeiro com perdas superiores a 8%.

Março começa em alta e com mais otimismo em relação ao controle do coronavírus e, consequentemente, com perspectivas renovadas para a economia mundial. Não há dúvidas sobre a queda de alguns décimos no crescimento global deste ano. A reação, porém, tende a ser positiva por parte dos bancos centrais, cortando juros para retomar os níveis de atividade econômica, na medida em que a epidemia der sinais mais claros de recuo.

O mercado continua cético em relação ao cumprimento do acordo entre China e EUA, sobretudo no tocante à compra de grandes quantidades de produtos agropecuários por parte dos chineses. Ao mesmo tempo, o Brasil segue como principal fornecedor, competitivo em qualidade e em preço.

Enquanto isto, nos EUA, o USDA prevê forte aumento da área de soja, para algo como 34,4MH, ante 30,9MH do último ano.

No Brasil, a colheita chega a 39,6%, informa o último levantamento da consultoria Safras & Mercado, avanço de nove pontos na semana. Na mesma época do não passado, o índice era de 45% e, na média histórica, de 36,4%. No MT os trabalhos estão concluídos em 80%; no MS, em 47% e no PR, em 45%.

Internamente, os negócios andam acelerados nos últimos dias, impulsionados pelos recordes observados na taxa cambial – que opera ao redor de R$ 4,50. Nos portos brasileiros, os prêmios seguem acomodados, na faixa entre 35 e 45 cents. Indicações de compra no oeste do estado entre R$ 82,50/83,00 – dependendo de local de embarque e prazo de pagamento; em Paranaguá na faixa entre 90,00/90,50.

MILHO – Contratos futuros em Chicago trabalham em alta de 2 cents nesta manhã de segunda-feira, a 3,70/maio. Na sexta-feira, fechou com 2 cents de alta. O mês de fevereiro termina com queda de 3,5%; porém, março inicia com otimismo devido à perspectiva de controle da epidemia de coronavírus. A BMF trabalha em baixa de 0,4%, cotada a R$48,30/maio.

De acordo com DERAL, até a última sexta-feira, 61% do milho safrinha do Paraná havia sido plantado. A área está projetada em 2,15MH, 4% menor em relação à da temporada anterior. É estimada uma produção de 12,35MT. As lavouras se encontram em fase de germinação (41%) e crescimento vegetativo (59%); sendo, 99% em boas e 1% em médias condições.

Mercado doméstico segue relativamente estável, com patamares de preços se mantendo em níveis considerados altos. A safra de verão chega ao mercado de forma cadenciada e esparsa – sem causar pressão nas cotações. No oeste do estado, indicações de compra entre R$ 46,00/47,00 – dependendo de prazos e de localização. Porto, com indicações entre R$ 43,00/44,00 por saca.

(AS INDICAÇÕES DE PREÇO, TANTO PARA SOJA QUANTO PARA MILHO, SÃO UMA IDEIA GENÉRICA DE PREÇOS PARA O OESTE DO ESTADO E, EVENTUALMENTE, PARA O PORTO DE PARANAGUÁ. PARA INDICAÇÕES MAIS PRECISAS É NECESSÁRIO SUBMETER O LOTE EM QUESTÃO NUMA PROPOSIÇÃO FIRME DE VENDA PARA O MERCADO – PARA ISTO, LIGUE PARA GRANOESTE: (45) 3220-8383).

DÓLAR – Opera novamente em alta, cotado a R$ 4,50. (GRANOESTE CORRETORA – Camilo /