Comentário de Mercado

SOJA – Chicago opera novamente em alta, de 2 a 3 cents, a U$ 10,74/novembro, nesta manhã de quinta-feira. Os pontos centrais que sustentam o mercado seguem inalterados: boa demanda, cortes de produção e atraso da implantação das lavouras na América do Sul.
– O USDA acaba de divulgar as exportações dos EUA ocorridas na última semana. É mais uma demonstração da firmeza da demanda. O volume vendido para o exterior na última semana ficou em 2,23MT, no topo das expectativas do mercado. No acumulado da temporada, as exportações chegam a 45,3MT, ante 18,3MT do mesmo intervalo do ano passado, alta de 150%.
– Consumo em alta representa redução de estoques, notadamente num cenário de dúvidas sobre a oferta futura. Os estoques finais do mundo estão avaliados em 88,7MT na temporada 2020/21; há dois anos eram de 113,0MT, redução de 22%.
– No Brasil, prêmios seguem firmes, na faixa de 200/230. Os preços pagos pela indústria se mantêm acima da paridade internacional, mesmo com a explosão do câmbio e novas altas na bolsa norte-americana.

– Os preços internos continuam batendo recordes, com escassez de oferta e negócios apenas pontuais. No oeste do PR, as indicações giram na faixa de R$ 165,00/168,00 por saca, dependendo de local de embarque e de prazo de pagamento.

MILHO – CBOT opera em alta de 1 a 2 pontos, a U$ 4,14/dezembro, nesta manhã de quinta-feira. Ontem o pregão fechou em alta de 5 cents.
– Dos últimos sete pregões, seis fecharam no campo positivo por demanda global aquecida e clima adverso em vários países, especialmente na América do Sul.
– Na medida em que avança a colheita da safra norte-americana, aumentam os relatos de perda de produtividade das lavouras. Por esta razão, analistas acreditam que o USDA fará uma nova revisão no relatório de novembro. No relatório de outubro a produtividade foi estimada em 186,62 SC/ha, com produção de 374,0MT.
– Com poucas ofertas e níveis de preços batendo recordes a cada dia, muitas empresas estudam a possibilidade de importação, inclusive de países de fora do Mercosul, uma vez que o governo retirou a taxa de importação de 8%. A consultoria Safras & Mercado fez os cálculos. Posto indústria (com frete interno de R$ 7,00 p/sc), o milho da Argentina ficaria com custo de R$89,66 e, dos EUA, de R$81,15 por saca.
– No mercado doméstico, as ofertas seguem limitadas e os preços vem ganhando novos patamares a cada dia. As preocupações se avolumam com o atraso no plantio de verão. Recentes ganhos nos preços internacionais e desvalorização do Real garantem um piso para os preços internos ao viabilizar negócios na exportação em diversas regiões.
– No oeste do estado, interesse de compra na faixa de R$ 70,00/72,00 por saca, dependendo de localização e prazo. Em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 73,00 / 74,00 por saca.
CÂMBIO – Opera em leve baixa neste momento, na faixa de R$ 5,59. Na sessão anterior fechou em R$ 5,616. (Granoeste – Camilo / Stephan).