Comentário de Mercado

SOJA – Chicago opera em leve baixa, a U$ 10,81/novembro, nesta manhã de segunda-feira. Na semana passada, os ganhos foram superiores a 3%; nos últimos 60 dias, a alta chega a 19%.
– O mercado segue sustentado pela expressiva demanda chinesa que, depois de limpar os estoques no Brasil, está prospectando grandes volumes do produto norte-americano. Tanto é assim que as exportações dos EUA, nesta temporada, já alcançam 45,3MT, ante apenas 18,3MT do mesmo intervalo do ano passado.
– Além do consumo em alta, o clima irregular no Brasil e o consequente atraso do plantio segue como fator de sustentação.
– O quadro geral, considerando a elevação da demanda e as dificuldades no cultivo, indica redução dos estoques globais nesta temporada e, muito possivelmente, também na próxima. O equilíbrio estre as duas grandezas (volume de oferta e interesse de compra) virá por meio dos preços.
– Em setembro, a China importou 9,8MT de soja, 19% acima do mesmo mês do ano passado. Neste ano o USDA prevê que a China irá comprar no exterior 97,4MT, incremento de 18% sobre o ano anterior.
– O plantio da safra brasileira chega a 16,3%, ante 30,8% da mesma data do ano passado e 27,7% de média histórica. O levantamento foi realizado pela consultoria Safras & Mercado e divulgado na última sexta-feira. No PR, os trabalhos estão concluídos em 35% (48% de um ano atrás); no MT, 26% (65%); no MS, 18% (25%); em GO, 12% (25%); em Minas Gerais, 8% (18%) e no RS, 6% (1%).
– Prêmios nos portos brasileiros seguem firmes, na faixa de 240/280 no spot e entre 90/95 para março. No disponível, os preços pagos pela indústria se mantêm acima da paridade internacional, mesmo com prêmios mais altos, câmbio em níveis recordes e ganhos recentes na bolsa norte-americana.

– Os preços internos continuam batendo recordes, com oferta escassa e negócios apenas pontuais. No oeste do PR, as indicações giram na faixa de R$ 165,00/168,00 por saca, dependendo de local de embarque e de prazo de pagamento.

MILHO – CBOT opera em baixa de 2 a 3 pontos, a U$ 4,17/dezembro, nesta manhã de segunda-feira. Na sexta-feira, o pregão fechou em alta de 3 cents. Nos últimos 60 dias, a posição dezembro teve alta de 23% e, somente na última semana, de 4%. Dos últimos oito pregões, sete fecharam no campo positivo.
– Devido a adversidades climáticas, sobretudo excesso de chuvas na porção norte, a produção de milho na China poderá ficar abaixo dos 260MT projetadas pelo USDA no relatório de outubro. Além de certa quebra na produção, o China vive um momento de retomada da demanda, com aumento dos rebanhos de suínos, depois que a peste suína africana passou a ser controlada. Estima-se que a China necessitará de, pelo menos, 280MT de milho na temporada 2020/21.
– No Brasil, o plantio de milho verão atinge 53%, ante 71,3% da mesma data do ano passado e 62,5% de média histórica, de acordo com levantamento da consultoria Safras & Mercado. No Paraná está em 82,7%; no Rio Grande do Sul, em 77,2%; em Santa Catarina, em 67% e em Minas Gerais, em 13,3%.
– No mercado doméstico, a semana começa calma diante da melhora do quadro climático. As ofertas, porém, continuam limitadas e os preços, firmes. Recentes ganhos nos preços internacionais e desvalorização do Real garantem um piso para os preços internos ao viabilizar negócios na exportação em diversas regiões.
– No oeste do estado, interesse de compra na faixa de R$ 70,00/72,00 por saca, dependendo de localização e prazo. Em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 76,00/78,00 por saca.
CÂMBIO – Opera em alta neste momento, na faixa de R$ 5,66. Na sessão anterior fechou em R$ 5,631. (Granoeste – Camilo / Stephan).