Comentário de Mercado

SOJA – Chicago trabalha em leve baixa, a U$ 10,86/novembro, nesta manhã de terça-feira. Apesar de certa acomodação, o mercado segue firme e postado nos fatores mais recorrente das últimas semanas: demanda em alta, redução da produção dos EUA com corte nos estoques finais e irregularidades climáticas com atraso do plantio no Brasil.
– Ontem, a posição presente registrou ganhos de 4 cents/bu. Nos últimos dois meses, a alta na bolsa norte-americana chega a 20%.
– No fim da tarde de ontem, o USDA informou que a colheita de soja alcança 83%, ante 57% de um ano atrás e 73% de média histórica. Na semana, houve progresso de apenas 8 pontos percentuais; o mercado esperava pelo menos 10 pontos.
– O USDA informou ter inspecionado o embarque de 2,66MT de soja na última semana, elevando o total da estação para 14,32MT, ante 8,07MT do mesmo intervalo do ciclo passado.
– A SECEX informa que as exportações brasileiras de soja, em outubro, somam, até agora, 1,89MT. Na temporada, iniciada em fevereiro, o volume exportado chega a 83,2MT, ante 67,0MT do mesmo período do ano passado. O total do ano pode chegar a 88,0MT, um novo recorde.
– Até a última sexta-feira, o plantio da safra brasileira estava em 16,3%, ante 30,8% da mesma data do ano passado e 27,7% de média histórica. O levantamento é da consultoria Safras & Mercado, que deverá divulgar uma nova atualização neste final de semana.
– Prêmios nos portos brasileiros seguem firmes, na faixa de 240/280 no spot e entre 90/95 para março. No disponível, os preços pagos pela indústria se mantêm acima da paridade internacional, mesmo com prêmios mais altos, câmbio em níveis recordes e ganhos recentes na bolsa norte-americana.

– Os preços internos continuam batendo recordes, com oferta escassa e negócios apenas pontuais. O produtor segue retendo eventuais lotes ainda remanescentes. No oeste do PR, as indicações giram na faixa de R$ 170,00/172,00 por saca, dependendo de local de embarque e de prazo de pagamento.

MILHO – CBOT opera em alta de 2 a 3 pontos, a U$ 4,20/dezembro, nesta manhã de terça-feira. Ontem, o pregão fechou em baixa de 1,5 cents em razão de vendas técnicas e realização de lucros; do lado fundamental, na semana houve baixas exportações dos EUA.

– A colheita nos EUA avançou aquém do esperado nesta última semana. De acordo com o USDA, o índice está em 72%, ante 38% da mesma época da safra passada e 56% de média histórica. Houve avanço de 12 pontos na semana; o mercado, porém, esperava algo como 13 a 14 pontos.

– O USDA informa ter inspecionado o embarque de 0,63MT de milho na última semana, ante 0,9MT da semana anterior. No acumulado da temporada 2020/21, iniciada em 1º de setembro, o volume chega a 6,1MT, contra 3,47MT do mesmo intervalo da temporada anterior.

– A Secex informou que as exportações de milho brasileiro somam, até aqui, em outubro, 4,31MT. Na temporada, o volume embarcado para o exterior chega a 22,8MT, ante 31MT do mesmo intervalo do ano passado.

– No mercado doméstico, os preços se mantêm firmes, com ofertas muito limitadas. Recentes ganhos nos preços internacionais e desvalorização do Real garantem um piso para os preços internos ao continuar viabilizando negócios na exportação em diversas regiões.

– No oeste do estado, interesse de compra na faixa de R$ 72,00/75,00 por saca, dependendo de localização e prazo. Em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 77,00/79,00 por saca.

CÂMBIO – Opera em leve alta neste momento, na faixa de R$ 5,62. Na sessão anterior fechou em R$ 5,613. (Granoeste – Camilo / Stephan).