Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera em baixa, de 15 a 18 cents, a U$ 10,64/novembro, nesta manhã de quarta-feira. Depois de subir cerca de 20% nos últimos 60 dias, o mercado ficou sujeito a vendas técnicas em maior volume, o que acaba pressionando as cotações. A proximidade das eleições norte-americana também pode sugerir mais cautela e desmonte de carteiras compradas.
– A forte demanda, no entanto, irá funcionar como um freio para conter quedas mais acentuadas. Além disto, o mercado entende que a safra dos EUA sofrerá cortes adicionais até a conclusão da colheita (que, segundo o USDA, está em 83%, ante 57% de um ano atrás).
– O mercado também se questiona quanto ao tamanho efetivo da safra sul-americana, que vem enfrentando irregularidades climáticas nesta fase de implantação das lavouras.
– O DERAL informa que o plantio da safra de soja no Paraná alcança 61%, ante 65% da mesma época do ano passado. Houve avanço de 29 pontos percentuais na semana. O departamento avalia que 83% das lavouras está em boas/excelentes condições, ante 72% de um ano atrás. A área segue estimada em 5,54MH, contra 5,47MH do cultivo anterior, com produção esperada em 20,45MT.
– Internamente, o plantio segue como a preocupação mais aguada, sobretudo com o retorno das chuvas em muitas regiões de cultivo. O volume de negócios é limitado, diante da baixa disponibilidade e diante das altas constantes. Certa oscilação negativa na CBOT, como vemos neste momento, não é capaz de alterar este cenário.

– Prêmios nos portos brasileiros seguem firmes, na faixa de 240/280 no spot e entre 90/95 para março. No disponível, os preços pagos pela indústria se mantêm acima da paridade internacional. Em paralelo, as indicações nos portos se valorizaram largamente com base na alta dos prêmios e do câmbio e dos ganhos recentes na bolsa norte-americana.

– O produtor segue limitando a venda dos lotes remanescentes. No oeste do PR, as indicações giram na faixa de R$ 173,00/175,00 por saca, dependendo de local de embarque e do prazo de pagamento.

MILHO – CBOT opera em baixa de 8 a 10 pontos, a U$ 4,06/dezembro, nesta manhã de quarta-feira. Ontem, o pregão fechou em baixa de 2 cents em razão de vendas técnicas e realização de lucros; do lado fundamental, a entrada de safra nova ajuda a pressionar o preço.

– O line-up nos portos brasileiros mostra embarques da ordem de 4,8MT de milho durante outubro, indicando uma desaceleração no ritmo de exportações. Na temporada, o volume embarcado para o exterior chega a 22,8MT, ante 31MT do mesmo intervalo do ano passado.

– No Paraná, o DERAL informa que o plantio da safra de milho verão atinge 92%, índice similar ao da mesma data do ano passado. Na semana anterior, o índice era de 86%. As condições das lavouras são: 81% boas; 17% regulares e 2% ruins, contra 88%, 11% e 1%, respectivamente, da mesma época da safra anterior. As lavouras encontram-se na fase de germinação (10%); crescimento vegetativo (89%) e floração (1%).

– No mercado doméstico, os preços se mantêm firmes, com ofertas restritas. Recentes ganhos nos preços internacionais e desvalorização do Real garantem um piso para os preços internos ao manter viável negócios na exportação em diversas regiões.

– No oeste do estado, interesse de compra na faixa de R$ 76,00/78,00 por saca, dependendo de localização e prazo. Em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 78,00/79,00 por saca.

CÂMBIO – Opera em alta neste momento, na faixa de R$ 5,75; mas, logo cedo, teve picos próximos de R$ 5,80. Na sessão anterior fechou em R$ 5,683. (Granoeste – Camilo / Stephan).