Comentário de Mercado

SOJA – Chicago opera em leve queda, de 3 a 5 cents, a U$ 10,52/novembro nesta manhã de quinta-feira, dando continuidade aos ajustes do dia anterior, quando houve perdas na faixa de 20 cents.
– O mercado se vê num momento de correção, depois de ganhos superiores a 20% nas últimas 10 semanas. Fundos e investidores, que vieram apostando na alta, turbinaram suas carteiras com grandes volumes e entenderam que o momento é para realização de lucro, vendendo parte destes ativos.
– O grande volume de vendas se deve à combinação de alguns fatores. Em primeiro lugar, a própria alta traz consigo o desejo de venda a fim de realizar a vantagem obtida até aquele ponto; segundo, a proximidade das eleições norte-americanas, acaba levando investidores a buscar soluções financeiras de menor risco; e, terceiro, aumento em disparada dos casos de coronavírus na Europa e nos EUA e, consequentemente, retomada mais lenta das atividades econômicas.
– Olhando em perspectiva, no entanto, o mercado segue muito bem postado no aspecto fundamental. Por esta razão, a queda momentânea abrirá oportunidades para a retomada das compras e recomposição de carteiras. A demanda segue firme e em níveis recordes: tem sido assim no Brasil e continua assim nos EUA. E, do lado da produção, tem redução da colheita norte-americana e sérias dúvidas climáticas na América do Sul na fase de implantação das lavouras.
– O USDA acaba de informar que as exportações dos EUA foram de 1,62MT na última semana. Na temporada, o volume vendido para o exterior chega a 47,0MT, ante 19,2MT do mesmo período do ano passado. O volume embarcado alcança 14,1MT, contra 7,8MT do mesmo intervalo da estação anterior.
– Internamente, as preocupações se concentram no plantio da nova safra. O volume de negócios é limitado, diante da baixa disponibilidade e diante das altas perspectivas futuras. Certa oscilação negativa na CBOT não é capaz de alterar o cenário (até porque o dólar segue se valorizando).

– Prêmios nos portos brasileiros seguem firmes, na faixa de 240/280 no spot e entre 85/95 para março. No oeste do PR, as indicações giram na faixa de R$ 173,00/175,00 por saca, dependendo de local de embarque e do prazo de pagamento.

MILHO – CBOT opera em baixa de 3 a 5 pontos, a U$ 3,96/dezembro, nesta manhã de quinta-feira. Ontem, o pregão fechou em baixa de 14 cents em razão de vendas técnicas, combinado com aumento das chuvas em boa parte da América do Sul e aumento dos casos de coronavírus em diversos países centrais.
– O volume de vendas de milho dos EUA para a China segue em alta e já ultrapassa 11,0MT. Nas últimas estimativas, o USDA manteve a projeção em 7,0MT, número que deverá ser revisto em breve. Os estoques chineses estão bastante apertados em razão da quebra de safra e retomada plena da produção de suínos, após o controle da peste suína africana.
– O USDA informou há pouco as exportações milho alcançaram 2,24MT na última semana. Na temporada, o volume exportado chega a 30,6MT, ante 11,4MT do mesmo período do ano passado. O volume embarcado alcança 6,1MT, contra 3,6MT do mesmo intervalo da estação prévia.

– No mercado doméstico, os preços se mantêm firmes, com ofertas restritas. Recentes ganhos nos preços internacionais e desvalorização do Real garantem um piso para os preços internos ao manter viável negócios na exportação em diversas regiões.
– No oeste do estado, interesse de compra na faixa de R$ 76,00/78,00 por saca, dependendo de localização e prazo. Em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 80,00/82,00 por saca.
CÂMBIO – Opera em alta neste momento, na faixa de R$ 5,78. Na sessão anterior fechou em R$ 5,765. (Granoeste – Camilo / Stephan)