Comentário de Mercado

SOJA – Chicago opera em forte alta, de 12 a 14 cents, a U$ 10,66/janeiro, em meio à movimentação de compras. Com o fim da campanha eleitoral e proximidade da definição do novo presidente dos EUA, fundos e investidores se sentem mais à vontade para recompor suas carteiras, depois de algumas sessões de liquidação. Ontem (feriado no BR) houve queda de 4 cents na CBOT.
– O quadro fundamental segue positivo, com demanda em alta, notadamente por parte da China, e redução dos estoques globais. De qualquer maneira, o mercado demonstra preocupações com o avanço do coronavírus em países centrais, o que tende a travar a retomada da economia.
– O mercado começa a se posicionar para o relatório de oferta e demanda de novembro, que será divulgado na terça-feira da próxima semana. Especula-se sobre mais aperto no quadro geral de produção e consumo.
– O USDA informou no fim da tarde de ontem que a colheita da safra norte-americana alcançou 87%, ante 71% da mesma data do ano passado e média histórica da 83%. Houve progresso de apenas 4 pontos percentuais na semana.
– Levantamento da consultoria Safras & Mercado informa que 35% da safra brasileira de soja havia sido semeada até a última sexta-feira, ante 43,5% da mesma época do ano passado e média de 38,9%. Houve avanço de 19 pontos na semana. No PR, os trabalhos estão concluídos em 64% da área (ante 68% da mesma data de 2019); no MT, 52% (82%); no MS, 50% (35%); em GO, 35% (30%); em MG, 30% (27%) e no RS, 8% (14%).
– Safras & Mercado divulgou uma nova estimativa, elevando a produção brasileira de soja para 133,5MT, ante 132,2MT previstos na projeção anterior. Isto representa acréscimo de 6,5% no comparativo com as 125,3MT da safra passada. A área semeada deve chegar a 38,3MH, aumento de 2,8% em relação aos 37,3MH da campanha anterior. Apesar de números mais otimistas, os pesquisadores ponderam que o comportamento do clima terá papel decisivo na determinação do tamanho da colheita.
– Internamente, as preocupações se concentram no plantio da nova safra e nas irregularidades climáticas que assolam extensas áreas de cultivo, sobretudo na Região Sul. O volume de negócios segue limitado, diante da baixa disponibilidade.

– Prêmios nos portos brasileiros seguem firmes, na faixa de 240/280 no spot e entre 85/95 para março. No oeste do PR, as indicações giram na faixa de R$ 174,00/176,00 por saca, dependendo de local de embarque e de prazo de pagamento.

MILHO – CBOT opera em alta de 2 a 3 pontos, a U$ 4,00/dezembro, nesta manhã de terça-feira. Ontem, o pregão fechou em baixa de 1 cent. A CBOT esboça reação diante das recentes compras, realizadas pelo México.

– A colheita de milho nos EUA atinge 82%, ante 72% da semana anterior. Em data equivalente no ano passado, o índice era de 49% e, média de cinco anos, de 69%.

– O Deral estima a próxima safra paranaense de milho em 15,11MT, sendo 3,45MT no cultivo de verão e 11,66MT no cultivo de inverno.

– De acordo com a Emater, no Rio Grande do Sul o plantio de milho verão atinge 72%. Em igual período no ano anterior, o percentual era de 74% e, na média dos últimos 5 anos, de 70%.

– No mercado doméstico, os preços se mantêm firmes, com ofertas restritas. No oeste do estado, interesse de compra na faixa de R$ 75,00/77,00 por saca, dependendo de localização e prazo. Em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 78,00/80,00 por saca.

CÂMBIO – Opera em baixa neste momento, na faixa de R$ 5,70. Na sessão anterior fechou em R$ 5,739. (Granoeste – Camilo / Stephan).