Comentário de Mercado

SOJA – Chicago volta a operar em forte alta, de 15 a 17 cents, ultrapassando a importante marca de U$ 11,00/janeiro, nesta manhã de quinta-feira. Na semana, os ganhos chegam a 4,5% diante da persistente demanda e das irregularidades climáticas na América do Sul.
– A alta dos mercados financeiros, bem como dos metais e energia, acaba sugerindo a fundos e investidores aumento de posições compradas também em commodities agrícolas.
– A China segue concentrando as compras de soja. O USDA informou que, em setembro, foram vendidas 5,1MT somente para o país asiático, o maior volume mensal desde 2017. Por outro lado, a venda para outros países somou apenas 2,7MT, o menor volume mensal em três anos.
– O mercado interno segue lento em face da escassez de ofertas e das preocupações com a falta de chuvas em grande parte das áreas de cultivo. O plantio segue atrasado. Os preços se mantêm firmes e em níveis recordes.

– Prêmios nos portos brasileiros permanecem firmes, na faixa de 240/280 no spot e entre 80/90 para março. No oeste do PR, as indicações giram na faixa de R$ 176,00/179,00 por saca, dependendo de local de embarque e de prazo de pagamento.

MILHO – CBOT opera em alta, de 4 a 5 cents, a U$ 4,10/dezembro, nesta manhã de quinta-feira. Ontem, o pregão fechou em alta de 4 cents. Na semana, os ganhos chegam a 3%. O suporte vem da boa demanda e das perspectivas de novos cortes na produção e consequente redução dos estoques norte-americanos. Questões climáticas, como o déficit hídrico na América do Sul e chuvas mais intensas na fase final da colheita dos EUA, também influenciam o mercado.

– A indefinição das eleições norte-americanas está deixando produtores e mercados inquietos. Muitos acreditam que, caso ocorra a vitória de Biden, haverá melhora nas relações internacionais e o produto norte-americano terá mais mercado. Contrariamente, há os que pensam que, depois de tanto esforço para assinar o acordo comercial com a China, toda energia despendida teria sido em vão, caso Trump não se reeleja.

– De acordo com IMEA, na safra 2020/21, o MT deverá colher 36,3MT de milho, mesmo volume apontado em projeções anteriores. Mesmo com o atraso do plantio de verão, que terá implicações negativas no plantio de inverno, o Instituto, por ora, vem mantendo as projeções de uma safra cheia.

– No mercado doméstico, os preços se mantêm firmes, com ofertas restritas. No oeste do estado, interesse de compra na faixa de R$ 78,00/80,00 por saca, dependendo de localização e prazo. Em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 77,00/78,00 por saca.

CÂMBIO – Opera em baixa neste momento, na faixa de R$ 5,58. Na sessão anterior fechou em R$ 5,657. (Granoeste – Camilo / Stephan).