Comentário de Mercado

SOJA – A semana começa em alta, de 12 a 14 cents, a U$ 11,13/janeiro, na CBOT nesta manhã de segunda-feira. Na última semana houve ganhos de 5% e, nos últimos 90 dias, de 23%. O mercado se firma acima dos U$ 11,00 por bushel, nível mais alto deste junho de 2016.
– O mercado segue postado numa sólida composição. De um lado, a demanda segue firme e, de outro, a oferta apresenta sinais de fraqueza. O resultado é a projeção de estoques mais curtos e consequente ajuste através da alta de preços.
– A demanda se mantém firme em razão do aumento generalizado do consumo, mas, sobretudo, pela retomada da produção de suínos na China, que deve importar cerca de 100MT neste ano. As exportações dos EUA já chegam a 48,5MT, contra apenas 20,9MT do mesmo período do ano passado.
– As dúvidas sobre a oferta vêm das irregularidades climáticas que assolam diversas regiões do mundo. A bola da vez é a América do Sul, onde Brasil e Argentina enfrentam irregularidades neste momento de implantação das lavouras.
– Nesta terça-feira, o USDA irá divulgar o relatório mensal de oferta e demanda de novembro. O mercado aguarda novos ajustes negativos no volume de colheita, bem como mais aperto nos estoques finais.
– O plantio da safra brasileira de soja chega a 54,2%, ante 54,7% de um ano atrás e 52% de média histórica. O levantamento é da consultoria Safras & Mercado, que aponta o expressivo avanço de 21 pontos percentuais na semana. No PR os trabalhos estão concluídos em 83% (82% da mesma data do ano passado); MT, 82% (92%); MS, 65% (60%); GO, 52% (47%); MG, 44% (35%); SC, 35% (50%); BA, 20% (1%) e RS, 18% (18%).
– Em outro levantamento, Safras & Mercado aponta que 55,1% da safra 2020/21 já foi comercializada pelos produtores brasileiros, ante 34,6% da mesma época do ano passado e média histórica de 30,3%. Já, a produção da temporada 2019/20 está comercializada em 98,4%, ante 95,2% da mesma semana da temporada anterior, com média histórica de 93,7%.
– Internamente, os preços passaram a sofrer alguma pressão em razão da queda da taxa cambial, que superou os ganhos na bolsa norte-americana. Primeiras indicações no oeste do estado giram na faixa entre R$ 173,00/175,00 por saca.

MILHO – CBOT opera estável, a U$ 4,07/dezembro, nesta manhã de segunda-feira. Na sexta-feira, fechou com 2,5 pontos negativos. O mercado busca posicionar-se frente ao relatório mensal de oferta e demanda de novembro, que será divulgado pelo USDA nesta terça–feira.
– A produção de milho, bem como os estoques norte-americanos, são esperados em leve queda em relação ao mês de outubro. Os estoques finais mundiais também são esperados em queda, tanto para temporada 2019/20 como para 2020/21.
– Além dos cortes na produção dos EUA, há também previsão de redução de cerca de 10,0MT na colheita da safra da China devido a problemas climáticos, notadamente na porção norte do país.
– As chuvas previstas para boa parte do Paraná, nesta semana, devem trazer alívio para as lavouras, muito estressadas pelo recente período de déficit hídrico.
– No mercado doméstico, os preços se mantêm firmes, com ofertas restritas; porém, a queda acentuada da taxa cambial tende a favorecer importações. Primeiras indicações de compra, no oeste do estado, na faixa de R$ 75,00/77,00 por saca, dependendo de localização e prazo. Em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 73,00/75,00 por saca.
CÂMBIO – Opera em forte queda neste momento, na faixa de R$ 5,26. Na sessão anterior fechou em R$ 5,388. (Granoeste – Camilo / Stephan).