Comentário de Mercado

SOJA – Chicago volta a operar em alta (2 a 3 cents) nesta manhã de terça-feira, a U$ 8,93/maio. Ontem houve ganhos de 8 cents. O mês de março começa com esperanças renovadas e os mercados reagem positivamente. A soja chega ao melhor patamar desde fins de janeiro.
Além de melhores perspectivas em relação ao controle do coronavírus, o mercado aguarda uma ação coordenada dos bancos centrais das principais economias do mundo para promover maior liquidez e taxas de juros mais baixas – com o objetivo de estimular a economia.
Na China, a demanda por farelos e rações voltou a ganhar impulso com rumores de que está a caminho a produção de uma vacina contra a peste suína africana. Esta doença provocou a redução de cerca de 40% do rebanho de suínos do país – que respondia por metade da produção de carne suína do mundo. Nos últimos meses, a China se viu na obrigação de importar grandes quantidades de animais abatidos para atender à demanda doméstica. Aos poucos, desde outubro do ano passado, os rebanhos voltaram a aumentar.
Na Argentina, o governo está disposto a aumentar a tarifa de exportações, hoje em 30%, para 33%, deixando o país ainda mais isolado e menos competitivo no comércio internacional. Tudo indica que somente a soja em grãos será penalizada. Se, realmente, farelo e óleo não sofrerem com novos aumentos tarifários, a indústria será amplamente beneficiada.
No Brasil, a combinação entre ganhos na Bolsa de Chicago e alta do câmbio, promoveu elevação dos preços domésticos, estimulando o volume de negócios. A taxa de câmbio se mantém em níveis recordes e os prêmios na faixa entre 35 e 50 cents.
Indicações de compra no oeste do estado entre R$ 83,00/83,50 e, em Paranaguá, na faixa entre 90,50/91,00 por saca.
MILHO – Contratos futuros em Chicago trabalham em alta de 4 cents nesta manhã de terça-feira, a 3,80/maio. Ontem, fechou com 7 cents de alta. A BMF trabalha em baixa de 0,9%, cotada a R$49,59/maio.
De acordo com a consultoria Safras & Mercado, o plantio de milho safrinha, no Brasil, atingiu 61,2%, de uma área estimada em 12,64MH. Na mesma época do ano passado, o índice era de 79,4% de uma área de 12,26MH; a média histórica para esta data é de 59,4%. No MT os trabalhos estão concluídos em 78,4 e no PR, em 59,7%.
Segundo o analista Paulo Molinari, “Há pouca oferta, muita concentração no mercado na soja, fretes em alta e pouca disposição de venda de milho neste momento”.
Os preços estão cerca de 30% mais altos em comparação com a mesma época no ano passado. A saca de milho no interior varia de R$46,00 a R$48,00. Dentre os fatores que contribuíram para este cenário: exportações recordes em 2019, desvalorização da moeda, consumo interno em alta e aumento do uso de milho para etanol. A tendência é de preços firmes até a entrada da safrinha.
Mercado doméstico segue relativamente estável, com patamares de preços se mantendo em níveis considerados altos. A safra de verão chega ao mercado de forma cadenciada e esparsa – sem causar pressão nas cotações. No oeste do estado, indicações de compra entre R$ 46,00/47,00 – dependendo de prazos e de localização. Porto, com indicações entre R$ 43,00/44,00 por saca.
(AS INDICAÇÕES DE PREÇO, TANTO PARA SOJA QUANTO PARA MILHO, SÃO UMA IDEIA GENÉRICA DE PREÇOS PARA O OESTE DO ESTADO E, EVENTUALMENTE, PARA O PORTO DE PARANAGUÁ. PARA INDICAÇÕES MAIS PRECISAS É NECESSÁRIO SUBMETER O LOTE EM QUESTÃO NUMA PROPOSIÇÃO FIRME DE VENDA PARA O MERCADO – PARA ISTO, LIGUE PARA GRANOESTE: (45) 3220-8383).
DÓLAR – Opera em alta, na faixa de R$ 4,50. (GRANOESTE CORRETORA – Camilo /Stephan).