Comentário de Mercado

SOJA – Chicago volta a operar em alta, de 16 a 28 cents, a 11,70/janeiro, nesta manhã de terça-feira. Novembro acumula ganhos de 11%. O mercado segue postado num duplo fator de alta: demanda firme, sobretudo de parte da China, e redução da oferta global.
– A colheita da safra norte-americana de soja está praticamente concluída, alcançando 96%, ante 89% da mesma data do ano passado e 93% de média histórica. Os dados são do USDA que, na semana passada, reavaliou a colheita dos EUA para 113,5MT, ante 116,2MT de outubro.
– Além da demanda externa, o consumo doméstico também está firme. De acordo com a associação das indústrias esmagadoras dos EUA, em outubro foram processadas 5,05MT de soja, um recorde para o mês, ante 4,4MT de setembro.
– A SECEX informa que as exportações brasileiras de soja somam 0,94MT nas duas primeiras semanas de novembro. No acumulado da estação, o volume chega a 84,7MT, ante 70,3MT do mesmo intervalo do ano passado.
– Internamente, poucas empresas têm aplicação para produto ainda disponível; a maioria delas estão com sua escala de moagem ajustada e fazem conta somente para liquidação junto com a safra nova. Por esta razão, as indicações de compra atingiram um topo na última virada de mês e acabaram cedendo.
– As preocupações estão cada vez mais centradas no clima adverso que assola extensas áreas de cultivo e tende a afetar de forma severa os níveis de produtividade. Indicações no oeste do Paraná entre R$ 165,00/168,00.

MILHO – CBOT opera em alta de 2 a 4 cents, a U$ 4,20/dezembro, nesta manhã de terça-feira. Ontem fechou com 5 pontos positivos. Mercado vive um momento de bastante especulação, com foco no clima irregular na América do Sul e demanda aquecida.
– O USDA divulgou os dados da colheita de milho norte-americana, que está praticamente finalizada. O percentual está em 95%, ante 73% do mesmo período do ano anterior e 87% de média dos últimos 5 anos.
– De acordo com a Secex, as exportações brasileiras de milho, nas duas primeiras semanas de novembro, chegam a 2,27MT. Na temporada, o volume alcança 25,9MT, ante 34,2MT do mesmo intervalo do ano passado.
– No mercado doméstico, os preços se mantêm firmes; mas, indicam ter chegado a um topo para este momento. As ofertas seguem restritas. Indicações de compra, no oeste do estado, na faixa de R$ 77,00/78,00 por saca, dependendo de localização e prazo. Em Paranaguá, indicações na faixa de R$ 75,00/76,00 por saca.
CÂMBIO – Opera em leve baixa neste momento, na faixa de R$ 5,41. Na sessão anterior, fechou em R$ 5,436. (Granoeste – Camilo / Stephan).