Comentário de Mercado

SOJA – Chicago volta a operar em alta, de 6 a 8 cents, a U$ 11,77/janeiro, nesta manhã de quarta-feira. Ontem houve ganhos de 16 cents. No mês, a alta ultrapassa 11% e os preços chegam ao ponto mais alto desde junho de 2016.
– O mercado segue postado em dois pontos fundamentais. Ambos convergem para a alta dos preços ao reduzir os estoques. De um lado, pela forte demanda, notadamente por parte da China (primeiramente do Brasil e, agora, dos EUA) e, de outro, pela queda na produção.
– A colheita norte-americana, que está praticamente concluída, teve corte de 3,0MT, para 113,5MT no último relatório de oferta e demanda. Ao mesmo tempo, na América do Sul, o clima irregular indica que, dificilmente, as lavouras terão desenvolvimento normal para atingir índices plenos de produtividade. O mercado se mostra antenado para precificar estes eventos.
– O DERAL informa que o plantio de soja no Paraná chega a 92%, ante 96% da mesma época do ano passado. A área segue estimada em 5,56MH, aumento de 1,6% sobre os 5,47MH do ciclo passado. O departamento avalia que 70% das áreas se encontram em boas condições de desenvolvimento, ante 80% de um ano atrás. Quinze por cento está na fase de germinação; 82% em desenvolvimento vegetativo e 3% em floração. A colheita está estimada em 20,5MT, queda de 1,2% em relação às 20,75MT da última temporada.
– Internamente, as preocupações seguem centradas no clima adverso que assola extensas áreas de cultivo, de norte a sul do país. Apesar da escassez de oferta, os poucos produtores que ainda contam com lotes disponíveis aproveitam os preços atuais, que seguem bem acima da paridade internacional, para limpar os armazéns. Desta forma, está havendo certo aumento de lotes prontos.
– De qualquer maneira, a liquidez vem caindo nos últimos dias. A maioria das indústrias está com os volumes ajustados para fechar a temporada e fazem conta somente para produto novo. Por esta razão, os preços acabaram cedendo depois de terem atingido um topo na última virada de mês
– Nos portos, prêmios para março na faixa entre 65/75 sobre Chicago. Indicações de compra no oeste do Paraná, para produto disponível, entre R$ 165,00/167,00 por saca.

MILHO – CBOT opera em alta de 1 a 2 cents, a U$ 4,22/dezembro, nesta manhã de quarta-feira. Ontem fechou com 4 pontos positivos. Mercado vive um momento muito especulativo, com foco no clima irregular na América do Sul e demanda aquecida.
– Ontem, o USDA divulgou vendas de milho para o México na ordem de 0,19MT. A demanda internacional segue firme.
– Nos portos brasileiros, o line-up indica exportações de 5,6MT de milho em novembro. Nas duas primeiras semanas foram embarcadas 2,60MT. De fevereiro a dezembro, os embarques para o exterior devem alcançar algo como 29,5MT.
– No mercado doméstico, os preços se mantêm firmes; mas, mostram ter chegado a um topo para este momento, sofrendo certa pressão nas indicações de compra. Mais ofertas aparecem no mercado; porém, diante da expressiva elevação de custos para o setor de carnes, muitas integrações acabam adotando uma postura mais retraída, aguardando algum possível movimento de queda dos preços. Isto tem gerado certa distância entre as indicações de venda e os BIDs de compra. Indicações no oeste do estado, na faixa de R$ 76,00/78,00 por saca, dependendo de localização e prazo; em Paranaguá, na faixa de R$ 74,00/75,00 por saca.
CÂMBIO – Opera em leve baixa neste momento, na faixa de R$ 5,31. Na sessão anterior, fechou em queda acentuada, a R$ 5,332. (Granoeste – Camilo / Stephan).