Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera em queda de 10 a 12 cents, a U$ 11,81/janeiro, nesta manhã de segunda-feira. Tecnicamente, o mercado encontra muita resistência para ultrapassar a importante marca de U$ 12,00, depois de ter subido mais de 30% desde meados de agosto.
– Do lado fundamental, pesam os rumores de que importadores da China estariam fazendo operações de wash out (cancelamentos) de alguns cargueiros negociados anteriormente com os EUA. Analistas entendem que isto é apenas um acidente de percurso, uma vez que o consumo chinês segue firme.
– As adversidades climáticas na América do Sul, bem como a redução dos estoques globais, continuam como elementos de suporte na formação dos preços.
– O plantio da safra brasileira de soja chega a 83,3%, ante 84,3% da mesma data do ano passado e 84,8% de média histórica. Na semana, houve avanço de 9 pontos percentuais. O levantamento é da consultoria Safras & Mercado. Com 99%, os trabalhos estão praticamente finalizados nos estados de MT, MS e PR. Em MG os trabalhos estão em 92%; em GO, 88%; na BA, 80% e no RS, 48%.
– Internamente, o clima adverso provocado pelo La Niña segue como o fator preponderante. Mesmo assim, a liquidez para produto disponível vem caindo nos últimos dias, depois de ter atingido um pico de preços em fins de outubro e início de novembro.
– Mercado também é lento pela notícia de chegada no Brasil de um cargueiro de soja norte-americana.
– Nos portos, prêmios para março são negociados na faixa entre 70/80 sobre Chicago. Vagas indicações de compra no oeste do Paraná, para produto disponível, entre R$ 155,00/160,00 por saca.

MILHO – CBOT opera estável, a U$ 4,26/dezembro, nesta manhã de segunda-feira. A demanda aquecida e o clima na América do Sul continuam como foco de atenção do mercado.
– O plantio de milho verão no Brasil atinge 93,8%, de acordo com a consultoria Safras & Mercado. Em equivalente período no passado, o índice era de 94,5%. O plantio foi finalizado no Paraná; em Santa Catarina, atinge 98,1%; no Rio Grande do Sul, 98%; em Goiás, 94,7%; no Mato Grosso, 94%; no Mato Grosso do Sul, 90,8% e em Minas Gerais, 84,8%.
– De acordo com o Deral, a safra paranaense de milho verão e inverno é esperada em 15,05MT, queda de 10,5% em relação ao volume de 16,8MT produzido na última estação.
– No mercado doméstico, os preços se mantêm firmes; mas mostram ter chegado a um topo para este momento, sofrendo certa pressão nas indicações de compra. Mais ofertas disponíveis aparecem no mercado.
– Diante da expressiva elevação de custos para o setor de carnes, muitas integrações acabam adotando uma postura mais retraída, aguardando algum possível movimento de queda dos preços enquanto consomem os estoques próprios. Circulam rumores de que muitos produtores individuais e integrações estão alongando o ciclo de alojamento dos animais, o que implica na perspectiva de certa redução da produção de carnes.
– Interesse de compra no oeste do estado na faixa de R$ 75,00/76,00 por saca, dependendo de localização e prazo; em Paranaguá, na faixa de R$ 73,00/75,00 por saca.
TRIGO – Opera em baixa de 2 cents, a U$ 5,94/dezembro. Incertezas em países produtores em relação a clima pode afetar a produtividade.
CÂMBIO – Opera em baixa neste momento, na faixa de R$ 5,31. Na sessão anterior, fechou em, R$ 5,327. (Granoeste – Camilo / Stephan).