Comentário de Mercado

SOJA – Chicago opera em novamente em alta (3 a 4 cents) nesta manhã de quarta-feira, a U$ 9,07/maio, engatando a terceira sessão seguida no campo positivo. Ontem os ganhos foram de 2 cents.
O suporte é promovido por certo otimismo com a economia global, sobretudo depois que as principais economias anunciaram medidas de estímulo para superar os efeitos negativos causados pelo coronavírus. Os EUA anunciaram aumento da liquidez, com corte nos juros da ordem de meio ponto percentual.
Outros países devem seguir por este mesmo caminho. De qualquer maneira, isto não significa o fim dos traumas provocados pela epidemia – que continua se alastrando mundo afora. Obviamente, “quedas de juros não curam enfermidades, mas podem amenizar os impactos econômicos” – disse o presidente do BC dos EUA.
(Atualizando dados sobre o coronavírus no mundo: 95.450 casos confirmados, com 3.200 mortes e 50.750 pacientes recuperados).
Sinais positivos também são dados pelo aumento da demanda chinesa diante da possibilidade de controle da epidemia de peste suína africana e recomposição dos plantéis de suínos.
Na Argentina, o aumento do imposto sobre exportação de soja, de 30% para 33% (o novo governo argentino já havia aplicado um aumento do imposto sobre as exportações de soja de 24,5% para 30% no fim do ano passado), também é visto como positivo para os preços uma vez que deixa o país vizinho menos competitivo e, de certa forma, à margem do mercado. Em outros produtos, como trigo e milho, as retenciones seguem em 12%.
No Brasil, o câmbio em níveis recordes segue como principal vetor dos preços. Indicações de compra na faixa de 83,50/84,50 no oeste do estado – dependendo de local e data de embarque e de prazo de pagamento; em Paranaguá, na faixa entre R$ 91,50/92,50.
MILHO – Contratos futuros em Chicago trabalham estáveis nesta manhã de quarta-feira, a 3,81/maio. Ontem, fechou com 6 cents de alta. A BMF trabalha em alta de 0,36%, cotada a R$49,98/maio.
Depois de ganhos de cerca de 4,5% nas duas últimas sessões, mercado está em movimento de liquidação de posições, sobretudo por parte de fundos. A alta dos últimos dias se deve ao maior interesse de alguns países, dentre eles a China. Diferentemente do Brasil (que está bem ausente do mercado internacional neste momento), o produto norte-americano se tornou atrativo e tem grandes volumes disponíveis.
No Paraná, o plantio de milho safrinha atinge 72%, de uma área projetada em 2,153MH, 4% menor do que ano passado. As lavouras se dividem entre fase de germinação (27%) e crescimento vegetativo (72%); 99% das lavouras se encontram em boas condições e 1% em condições médias.
Mercado doméstico segue relativamente estável, com patamares de preços se mantendo em níveis considerados altos. A safra de verão chega ao mercado de forma cadenciada e esparsa – sem causar pressão nas cotações. No oeste do estado, indicações de compra entre R$ 46,50/47,00 – dependendo de prazos e de localização. Porto, com indicações entre R$ 43,00/44,00 por saca.
(AS INDICAÇÕES DE PREÇO, TANTO PARA SOJA QUANTO PARA MILHO, SÃO UMA IDEIA GENÉRICA DE PREÇOS PARA O OESTE DO ESTADO E, EVENTUALMENTE, PARA O PORTO DE PARANAGUÁ. PARA INDICAÇÕES MAIS PRECISAS É NECESSÁRIO SUBMETER O LOTE EM QUESTÃO NUMA PROPOSIÇÃO FIRME DE VENDA PARA O MERCADO – PARA ISTO, LIGUE PARA GRANOESTE: (45) 3220-8383).
DÓLAR – Opera em alta, na faixa de R$ 4,52. (GRANOESTE CORRETORA – Camilo /Stephan).