Comentário de Mercado

SOJA – Chicago opera em alta, de 4 a 6 cents, a U$ 11,52/janeiro nesta manhã de quarta-feira. Depois de várias sessões em queda, fundos e investidores estão dispostos a voltar às compras. Em fins de novembro, o mercado tentou várias vezes romper a resistência de U$ 12,00; nos últimos dias testou várias vezes o suporte de U$ 11,50/11,40. Tudo indica que deve flutuar neste intervalo por algumas sessões.
– A recente onda de chuvas no Brasil e na Argentina foi benéfica para as lavouras, o que limitou o fôlego altista iniciado em fins de agosto. Há, porém, um longo caminho pela frente e as previsões não asseguram que as irregularidades climáticas chegaram ao fim.
– Depois de grandes volumes de compras de soja norte-americana, a China está ausente há pelo menos duas semanas. Os participantes avaliam se as recentes declarações do governo Trump voltaram a reascender a guerra comercial ou se os chineses estão realmente bem abastecidos.
– O mercado também se posiciona para o relatório de oferta e demanda de dezembro, que será apresentado pelo USDA nesta quinta-feira. Analistas ouvidos por agências de notícias aguardam novos cortes nos estoques finais norte-americanos e globais. Tudo indica que, neste relatório, haverá poucas alterações nas projeções para o Brasil; janeiro, porém, será crucial e deverá incluir o impacto do clima nas projeções de colheita.
– O DERAL informa que o plantio de soja no estado está concluído. A área é estimada em 5,56MH, ante 5,47MH do ciclo anterior. O levantamento mostra que 75% das áreas se encontram em boas condições de desenvolvimento (ante 83% de um ano atrás); 21% em condições médias (14%) e 4% em condições ruins e péssimas (3%).
– As exportações brasileiras de soja somaram apenas 120 mil tons na primeira semana de dezembro. No total de dezembro do ano passado o volume embarcado chegou a 3,44MT. Nesta temporada, porém, o volume é recorde, alcançando 85,3MT, ante 73,6MT do mesmo intervalo do ano passado.
– No mercado interno, depois de atingir níveis recordes, os preços entraram em colapso nas últimas duas semanas e caíram mais de 20% em algumas regiões. As indústrias estão com o programa de esmagamento fechado e o interesse é apenas pontual. Com o melhor encaminhamento da safra e com o avanço da estação, a tendência é que o preço do produto disponível vá ao encontro do preço do produto a ser colhido.
– Indicações de compra no oeste do estado, entre R$ 140,00/143,00 e, em Paranaguá, entre R$ 146,00/148,00 por saca.

MILHO – CBOT opera em alta de 1 a 2 pontos, a U$ 4,18/dezembro, nesta manhã de quarta-feira. As chuvas que caíram no final de semana por quase todo território nacional e em outros países da América do Sul ajudaram a pressionar os preços; soma-se a isto, a redução do interesse pelo milho norte-americano. Ontem CBOT fechou com 2,5 negativos.
– Amanhã será divulgado o relatório mensal de oferta e demanda pelo USDA. A expectativa é que haja um pequeno corte no estoque final norte-americano e uma redução de aproximadamente 2MT nos estoques mundiais.
– A produção brasileira de milho é estimada pelos analistas em 109,1MT e, a colheita da Argentina, em 49,25MT (110MT e 50MT, respectivamente, foram as estimativas do relatório do USDA de novembro).
– De acordo com DERAL, 77% das lavouras no Paraná encontram-se em boas condições, melhora de 2 pontos em relação à semana anterior; 18% estão em condições médias de desenvolvimento e 5% em condições ruins. Na mesma semana do ano anterior os índices eram, respectivamente, 92%, 8% e 0%. Encontram-se em floração, 50%; frutificação, 16% e em maturação, 1%.
– As exportações brasileiras de milho somaram 1,15MT na primeira semana de dezembro, informou a Secex. Na temporada, o volume chega a 29,7MT, ante 37,1MT do mesmo período do ano passado. O line-up indica embarques em dezembro na ordem de 4MT.
– No mercado doméstico, as indicações de preço vêm cedendo de forma acentuada nos últimos dias, se distanciando do topo de preços vividos há algumas semanas. A maioria dos compradores sinaliza estarem com as compras encerradas para este ano; poucos ainda precisam fechar a escala de abastecimento para este período e, para pressionar o preço, contam com o aumento da oferta.
– Vago interesse de compra, no oeste do estado, na faixa de R$ 67,00/69,00 por saca, dependendo de localização e prazo; em Paranaguá, na faixa de R$ 68,00/69,00 por saca.
CÂMBIO – Opera em ligeira queda neste momento, na casa de 5,12. Ontem fechou em R$ 5,131. (Granoeste – Camilo / Stephan).