Comentário de Mercado

SOJA – Depois da forte aceleração vivida ontem, os preços da soja na CBOT operam com alta moderada de 6 a 8 cents, a U$ 14,27/março. Ontem os ganhos foram de 45 cents, depois que o USDA sinalizou mais perto nos estoques norte-americanos e mundiais no relatório de oferta e demanda de janeiro. O mercado ultrapassou a importante marca de U$ 14,00 por bushel e chegou ao melhor patamar desde meados de 2014.
– A produção dos EUA sofre um novo corte, na faixa de 1,0MT, avaliada agora em 112,55MT. Os estoques finais são projetados em 3,8MT, ante 4,76MT de dezembro e 14,28MT da temporada anterior.
– Também, os estoques finais foram cortados em pouco mais de 1,0MT, para 84,31MT, ante 95,39MT do ciclo anterior. A produção global é estimada em 361MT.
– A produção brasileira segue estimada em 133,0MT; ao mesmo tempo, a colheita da Argentina sofreu um novo revés e é projetada em 48,0MT, ante 50,0MT em dezembro.
– As importações chinesas seguem estimadas em 100,0MT, ante 98,53MT na última estação e 82,54MT no ciclo 2018/19.
– O relatório de estoques trimestrais dos EUA veio em linha com o esperado. De acordo com o USDA, havia, em primeiro de dezembro/20, um volume de 79,83MT de soja em solo norte-americano, o menor estoque em 5 anos. Na mesma data da estação anterior havia 88,5MT.
– Com a nova atualização, o mercado renova seus fundamentos de alta, promovendo sólida sustentação dos preços.
– A Conab estima a safra brasileira em 133,7MT, uma pequena redução em relação a dezembro, quando a expectativa era de 134,5MT. No ano passado a colheita ficou em 124,8MT.
– No Paraná, o Deral informa que 2% das lavouras entraram na fase de maturação; 44% estão em frutificação; 43%, em floração e 10%, em desenvolvimento vegetativo. De acordo com o departamento, 82% das áreas são consideradas boas; 15%, médias e 3%, ruins.
– Internamente, as indicações de compra foram impulsionadas pelas novas altas apuradas na bolsa norte-americana; por outro lado, houve pressão em duas frente: câmbio, que cedeu mais de 3% na sessão de ontem e prêmios, que sofreram ajuste negativo. Além da evolução dos preços, os participantes seguem atentos à evolução do clima.
– Prêmios são indicados na faixa entre 40 e 65 cents acima de Chicago. Indicações de compra no oeste do estado entre R$ 165,00/167,00 e em Paranaguá, entre R$ 170,00/172,00.

MILHO – CBOT opera novamente em forte alta, de 20 a 22 cents, nesta manhã de quarta-feira, na faixa de U$ 5,41/março. Ontem, o pregão fechou com limite de alta de 25 pontos, após o USDA divulgar o relatório de oferta e demanda de janeiro e indicar mais aperto na disponibilidade local e global. De acordo com a Reuters, o milho atinge os melhores patamares em 7 anos na CBOT.
– A produção de milho norte-americana 2020/21 foi cortada de 368,49MT para 360,25MT. O mesmo aconteceu com os estoques finais, sendo estimados pelo USDA em 39,42MT, ante 43,23MT do relatório de dezembro. Os estoques mundiais também vieram em queda, sendo projetados em 283,83MT contra 288,96MT do mês anterior.
– Também, foi divulgado um segundo relatório, o dos estoques trimestrais dos Estados Unidos referentes a 01 de dezembro/20. O mercado esperava 295,7MT, e o USDA divulgou estoques de 287,58MT, volume bem próximo daquele verificado no relatório do mesmo período de 2019, que foi de 287,73MT.
– Os números do relatório não indicam terem todo o potencial que justifique as dilatadas altas recentes de preços; porém, o momento é de mercado inflamado, no qual as notícias positivas são potencializadas pela forte presença de investidores – fundos e especuladores. De qualquer maneira, os fundamentos são consistentes, com demanda global em alta e produção mais contida.
– Segundo Deral, as lavouras no Paraná se encontram nos seguintes estágios: vegetativo, 7%; floração, 22%; frutificação, 58% e em maturação, 13%. As lavouras se dividem nas seguintes condições: boas, 79%; médias, 16% e ruins, 5%.
– Interesse de compra, no oeste do estado, na faixa de R$ 79,50/80,50 por saca, dependendo de localização e prazo; em Paranaguá, na faixa de R$ 84,00/85,00 por saca.
CÂMBIO – Opera estável neste momento, na casa de 5,32. Ontem fechou em forte queda, em R$ 5,322. (Granoeste – Camilo / Stephan).