Comentário de Mercado

SOJA – Chicago opera com leves ganhos, de 3 a 5 cents, a U$14,11/março, nesta manhã de quinta-feira. Ontem, entre altos e baixos ao longo da sessão, o fechamento acabou ficando com 12 cents negativos.
– O mercado segue focado no aperto do quadro de oferta e demanda. Tanto os estoques dos EUA como os mundiais estão nos níveis mais baixos em vários anos. Por esta razão, o mercado encontra fundamentos para operar no patamar mais alto desde junho de 2014.
– As importações chinesas de soja fecharam o ano de 2020, com 100,3MT, aumento de 13% sobre as 88,5MT do ano anterior. A informação é da agência Reuters, que cita boletim da Agência Geral Alfandegária do país. Pela primeira vez a China ultrapassa a marca de 100,0MT importadas em um ano, reflexo da forte recuperação dos rebanhos de suínos, depois que a epidemia de peste suína africana havia limitado a produção por dois anos.
– De acordo com a SECEX, no último ano, a China importou 60,6MT de soja somente do Brasil, aumento de 5% sobre o ano anterior. Isto representa 71% do volume total das exportações brasileiras que, no acumulado da temporada, chega a 85,5MT, ante 78,0MT do ciclo anterior.
– Internamente, as indicações de compra seguem firmes, impulsionadas pelos fortes ganhos das últimas semanas na bolsa norte-americana; por outro lado, o contraponto vem da queda da taxa de câmbio e da acomodação dos prêmios nos portos brasileiros. Além da evolução dos preços, os participantes seguem atentos ao comportamento do clima, notadamente agora que, na maioria das regiões, as lavouras estão na fase mais decisiva de sua evolução – formação de vagens e grãos.
– Prêmios são indicados na faixa entre 40 e 65 cents acima de Chicago. Indicações de compra no oeste do estado entre R$ 165,00/167,00 e em Paranaguá, entre R$ 170,00/171,00.

MILHO – CBOT opera ligeiramente em de alta neste momento, cotado a U$5,26/março. Ontem, CBOT fechou com 7 de alta. Mercado segue postado no crescente aperto do quadro de oferta e demanda dos EUA e do mundo.
– Na Argentina, o governo derrubou o veto que, incialmente, barrava as exportações de milho e, em seguida, havia estabelecido um teto de 30 mil tons/dia. A pressão por parte dos produtores, exportadores e entidades ligadas à agricultura se manteve firme e levaram o governo a liberar as vendas para o exterior, sem limites.
– A Conab estima a produção da safra brasileira deste ano em 102,3MT, em linha com a colheita da temporada anterior, que ficou em 102,5MT. A primeira safra, ou safra verão, é projetada em 23,9MT, abaixo da estação passada, que foi de 25,68MT. Já, a segunda safra, ou safrinha, é estimada em 76,76MT, ante 75,05MT da temporada 2019/20.
– Com a forte alta de preços que se seguiu à divulgação do relatório de oferta e demanda, nesta terça-feira (WASDE), começaram a aparecer mais ofertas no mercado interno. Porém, as indicações de venda também estão com preços mais altos. Contudo, neste momento, a acentuada queda do dólar pode ser um fator limitante para altas mais agressivas dos preços domésticos.
– Interesse de compra, no oeste do estado, na faixa de R$ 80,00/81,00 por saca, dependendo de localização e prazo; em Paranaguá, na faixa de R$ 84,00/85,00 por saca.
CÂMBIO – Opera em baixa neste momento, na casa de 5,27. Ontem fechou em R$ 5,311. (Granoeste – Camilo / Stephan).