Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera em estabilidade, a U$ 13,11/março, nesta manhã de segunda-feira. Na semana passada, particularmente na sexta-feira, o mercado apresentou perdas acentuadas, quando, claramente, os investidores se posicionaram na ponta vendedora.
– Depois de ganhar novos patamares, notadamente a partir de dezembro, refletindo o aperto no quadro de oferta e demanda, o mercado ficou novamente propenso a muitas oscilações.
– Melhores chuvas na América do Sul realinharam a perspectiva de safra cheia. Além disto, o mercado se ressente da informação sobre a descoberta de uma mutação do vírus da peste suína africana. Ainda é cedo para se ter uma melhor avaliação sobre os estragos que que esta variante pode causar nos rebanhos de suínos.

– A China havia controlado de forma veloz e eficiente a primeira onda e vem recompondo os plantéis a ponto de explodir em compras de matérias primas para rações. O mercado monitora de perto para dimensionar os impactos negativos sobre a demanda de soja e milho.

– O USDA informou que as exportações de soja, na última semana, somaram 2,65MT, sendo 1,82MT para embarque nesta temporada – cujo volume já alcança 57,4MT, ante 31,2Mt do mesmo período do ciclo passado.

– A Colheita da safra brasileira de soja chega a 0,5%, ante 4% da mesma data do ano passado e 3,9% de média histórica. O levantamento é da consultoria Safras e Mercado. O estado do MT registra o índice de 2%, ante 13% de um ano atrás.

– No mercado Interno, as indicações de compra apresentaram certo recuo, refletindo as perdas na bolsa norte-americana. Porém, em parte o câmbio compensou positivamente.
– Para embarque em fevereiro e março, os prêmios giram na faixa entre 45 e 80 cents acima de Chicago. Com feriado em São Paulo e pouca referência no câmbio, mercado tende a ficar de lado. Vagas Indicações de compra no oeste do estado entre R$ 162,00/164,00 e em Paranaguá, entre R$ 167,00/169,00.

MILHO – CBOT opera em leve baixa, de 1 a 2 cents, a U$ 4,98/março, nesta manhã de segunda-feira. Na sexta-feira, o pregão fechou em U$5,00, com queda de 23 cents.

– Mercado cedeu bem na semana passada devido às boas chuvas na América do Sul, realização de lucros depois das altas expressivas das semanas anteriores e suposto retorno da febre suína africana na China.

-Há relatos do reaparecimento da febre suína africana nos rebanhos chineses. Aparentemente, uma nova cepa do vírus foi encontrada em uma fazenda ao sul da China, mas estes animais foram prontamente abatidos, como forma de prevenir a disseminação da doença.

– Na sexta-feira o USDA divulgou o relatório semanal de vendas de milho norte-americano. Traders estimavam entre 0,6 a 1,2MT; mas, de fato, o volume total vendido foi de 1,48MT, elevando o total da estação para 46,8MT, ante 20,3MT do mesmo intervalo do ano passado.

– Segundo o IMEA, o Mato Grosso atinge 1,01% no plantio de milho safrinha, ante 9,8% da mesma época do ano passado.

– No mercado interno, percebe-se um maior número de ofertas vindo a mercado, sobretudo diante da necessidade de esvaziar os silos para o recebimento da safra nova. Compradores se retraem e o momento pode ser de certa pressão nos preços.

– Interesse de compra, no oeste do estado, na faixa de R$ 79,00/80,00 por saca, dependendo de localização e prazo; em Paranaguá, na faixa de R$ 80,00/83,00 por saca.

CÂMBIO – Hoje, feriado em São Paulo, o mercado de câmbio ficará vazio. Operações do BC indicam câmbio em queda neste momento, na casa de 5,43. Na sexta, fechou em R$ 5,477. (Granoeste – Camilo / Stephan).