Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera em alta, de 17 a 20 cents, a U$ 13,88/março, nesta manhã de quarta-feira. Depois da pressão vivida na semana passada, o mercado reage novamente com fortes ganhos pela terceira sessão seguida.
– Além do aperto do quadro geral de oferta e demanda, os importadores, notadamente os chineses, tendem a se concentrar por mais tempo na prospecção de lotes nos EUA, minguando ainda mais os estoques. Isto deve se acentuar por causa do atraso da colheita no Brasil.
– Depois de um início de temporada muito seco, agora é o excesso de chuvas que causa preocupações. Além do alongamento do ciclo das plantas, a falta de sol e a umidade acima do normal vem causando perdas de produtividade em razão do abortamento de flores e vagens e danificação dos grãos nas áreas em maturação.
– Os transtornos envolvendo o andamento da safra brasileira seguem no centro do debate formador do preço. Como pano de fundo, os baixos estoques norte-americanos e mundiais mantêm os preços altamente sensíveis a qualquer indicação de corte ou acréscimo de produção.
– Por aqui, a tendência é a continuidade de preços firmes; porém, com baixo volume de negócios. Prêmios nos portos são cotados entre 50 e 85 cents acima de Chicago para embarque entre fevereiro e março.
– Indicações de compra no oeste do estado, para produto pronto, na faixa entre R$ 168,00/170,00 e em Paranaguá, entre R$ 171,00/173,00 por saca.

MILHO – CBOT opera em alta, de 8 a 10 cents, a U$ 5,42/março, nesta manhã de quarta-feira. Ontem, o pregão fechou em U$5,32, com alta de 20 cents. Mercado repercute o aumento das compras chinesas de milho norte-americano.
– O USDA anunciou ontem a venda de 1,36MT de milho para a China para embarque na temporada 2020/21. Além desta, outra venda foi reportada, de 0,1MT, para destinos não revelados.
– A colheita da safra de verão no Paraná atinge 1%, de acordo com o DERAL. As lavouras dividem-se em: desenvolvimento vegetativo (5%), floração (21%), frutificação (54%) e maturação (20%). As condições são boas (91%) e regulares (9%). Na mesma época do ano prévio, o índice de colheita também era de 1%. A safra de verão no Paraná é estimada em 3,38MT, abaixo das 3,56MT da temporada 2019/20.
– Ainda, segundo o DERAL, o plantio da segunda safra (safrinha) no Paraná permanece em 1%, o mesmo índice da semana passada. A safrinha no Paraná é estimada em 13,43MT, sendo 14% maior em relação à safra passada, que foi de 11,79MT. A área de plantio deve aumentar cerca de 2% em relação ao ano anterior.
– O line-up de navios nos portos brasileiros indicam embarque de 2,6MT de milho em janeiro. Nesta temporada, as exportações já ultrapassam 35MT. No ciclo anterior o Brasil exportou um total de 42,9MT, que permanece como o recorde histórico anual de vendas para o exterior do cereal.
– No mercado interno, percebe-se certo aumento da oferta, sobretudo diante da necessidade de esvaziar os silos para o recebimento da safra nova. Compradores se mostram um pouco mais retraídos, o que pode representar certa pressão sobre os preços.
– Interesse de compra, no oeste do estado, na faixa de R$ 79,00/80,00 por saca, dependendo de localização e prazo; em Paranaguá, na faixa de R$ 81,00/83,00 por saca.
CÂMBIO – Dólar opera em alta, na casa de 5,37. Ontem, fechou em R$ 5,323 (Granoeste – Camilo / Stephan).