Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera em leve alta de 2 a 4 cents, a U$ 13,72/março, nesta manhã de segunda-feira. O mercado oscila no melhor patamar desde 2014 e segue postado na firmeza da demanda e nas dúvidas climáticas na América do Sul. Janeiro fechou com alta superior a 4%.
– Além de transtornos na evolução da safra brasileira, muitas regiões enfrentam excesso de umidade e atraso na colheita, acumulando perdas em qualidade e produtividade.
– Levantamento da consultoria Safras & Mercado indica que apenas 1,4% da colheita foi realizada até agora, ante 6,6% da mesma data do ano passado e 7,2% de média histórica. No Mato Grosso, os trabalhos foram concluídos em 5% (ante 20% de um ano atrás); no Paraná, em apenas 0,5% (5% da mesma data de 2020). Os demais estados estão praticamente sem sinais de início da colheita.
– De acordo com Safras & mercado, a safra brasileira deverá render 133,1MT, quase 5% a mais do que os 127,2Mt da temporada passada. A projeção é ainda maior do que o levantamento de dezembro, quando a consultoria previa 132,5MT.
– Apesar de problemas pontuais, que devem inibir a obtenção de produtividades recordes, a consultoria avalia que as lavouras vêm evoluindo dentro de certo padrão médio. A área semeada é recorde, com 38,61MH, 3,1% a mais em relação aos 37,43MH do ciclo passado.
– Internamente, preços firmes; porém, o volume de negócios é limitado e apenas pontual, sobretudo porque mais da metade da estimativa de colheita já está comprometida com vendas antecipadas.
– Prêmios nos portos são cotados entre 45 e 80 cents acima de Chicago para embarque entre fevereiro e março. Indicações de compra no oeste do estado, para produto pronto, na faixa entre R$ 167,00/170,00 e em Paranaguá, entre R$ 170,00/173,00 por saca.

MILHO – CBOT opera em alta, de 4 a 6 cents, a U$ 5,53/março, nesta manhã de segunda-feira. Na sexta-feira, o pregão fechou em U$5,47, com 12 pontos positivos. Mercado internacional de milho em alta devido à forte demanda Chinesa.
– Na sexta-feira, foi reportada mais vendas de milho norte-americano para a China, num volume de 2,11MT, sendo o segundo maior volume da história em apenas uma jornada. Na semana passada, as vendas para o país asiático ultrapassaram 6MT e, nesta temporada, iniciada em primeiro de setembro, já chega a 17,7MT. Em toda estação 2019/20 o volume total chegou a 7,6MT.
– O USDA ainda poderá rever os números para cima, mas, por enquanto, projeta exportações de milho norte-americano na ordem de 64,8MT para temporada 2020/21, aumento significativo em comparação com a temporada 2019/20, quando as vendas externas ficaram em 45,2MT.
– Aos poucos, a China está mudando seu sistema de criação de suínos. Estão optando por um modelo que conta com maior integração ao longo da cadeia produtiva, semelhante ao modelo brasileiro. Dessa forma, aumenta a exigência por nutrição animal de qualidade, com maior demanda de milho e soja.
– Além das compras vorazes de milho, a China está agredindo o mercado canadense de canola, que é equivalente à soja e pode ser usada para nutrição animal e para óleo. Em níveis recordes de preço, o produtor canadense vendeu boa parte de sua produção, diminuindo acentuadamente os estoques internos. Isto tem gerado preocupações do governo local, que estuda taxar as exportações.
– De acordo com o IMEA, no Mato Grosso, o plantio da safrinha de milho atinge 2,1%, ante 22% da mesma época da temporada anterior.
– Interesse de compra, no oeste do estado, na faixa de R$ 79,00/80,00 por saca, dependendo de localização e prazo; em Paranaguá, na faixa de R$ 81,00/83,00 por saca.
CÂMBIO – Dólar opera em baixa, na casa de 5,44. Na sexta-feira, fechou em R$ 5,476 (Granoeste – Camilo / Stephan).