Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera estável nesta manhã de segunda-feira, a U$ 13,66/março. Os investidores buscam se posicionar para o importante relatório de oferta e demanda de fevereiro, que será apresentado pelo USDA nesta terça-feira.
– O mercado aguarda novos cortes nos estoques norte-americanos e mundiais. Para os EUA, os participantes esperam que os estoques finais passem a ser avaliados muito próximos de 3,0MT rasos. Já, para o mundo, o corte tende a ser de pelo menos 1,0MT, para algo como 83,0MT. Analistas esperam poucas mudanças nas projeções de Brasil e Argentina; alterações mais significativas devem acontecer em março, com uma definição mais clara da produtividade das lavouras.
– Como pano de fundo, o mercado segue direcionado pela forte demanda, notadamente de parte da China, e pelas adversidades climáticas na América do Sul. Isto tem provocado um crescente aperto no quadro geral de oferta e demanda, com reflexos claros na alta de preços.
– A colheita da safra brasileira de soja chega a 3,4%, ante 15% de um ano atrás e 12,6% de média histórica. O levantamento é da consultoria Safras & Mercado. Os trabalhos estão concentrados no Mato Grosso, onde 11,2% já está colhido (ante 45% da mesma data do ano anterior); Goiás chega a 2% (10%) e Paraná, a 1% (7%).
– Internamente, os preços se mantêm em níveis historicamente altos; porém, são limitados pelas perspectivas de alta dos preços dos fretes e certo recuo dos prêmios, que giram entre 25 e 65 sobre a CBOT para embarque entre fevereiro e março. Negócios continuam escassos e apenas pontuais em razão do atraso na colheita e, sobretudo, porque mais da metade da estimativa de colheita já está comprometida com vendas antecipadas.
– Indicações de compra no oeste do estado, para produto pronto, na faixa entre R$ 165,00/167,00 e para embarque em março, na faixa de R$ 157,00/159,00. Em Paranaguá, interesse de compra no spot na faixa de R$ 170,00 e para entrega em março, na faixa de R$ 164,00/166,00.

MILHO – CBOT opera em alta de 2 a 4 cents, a U$ 5,52/março, nesta manhã de segunda-feira. Na sexta-feira, o pregão fechou em U$5,48, com 1,5 de baixa.
– Amanhã será divulgado o relatório mensal de oferta e demanda (WASDE) pelo USDA. A expectativa dos analistas é de um novo e expressivo corte nos estoques finais norte-americanos, que são esperados em 34,6MT, ante 39,42MT do relatório de janeiro.
– Os estoques mundiais também são esperados em queda, caindo de 283,83MT, do último Report, para algo como 280MT. A produção brasileira e argentina também é esperada em queda em comparação com os números de janeiro. No Brasil, a produção a expectativa está em 108,7MT, ante 109MT; e, na Argentina, em 47,2MT ante 47,5MT do mês anterior.
– Antecipando-se ao relatório do USDA, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires promoveu mais um corte na estimativa de produção de milho na Argentina. Previamente, a projeção era de 47MT; agora, 46MT.
– Interesse de compra, no oeste do estado, na faixa de R$ 79,00/80,00 por saca, dependendo de localização e prazo; em Paranaguá, na faixa de R$ 81,00/83,00 por saca.
CÂMBIO – Dólar opera em alta, na casa de 5,41. Na sexta-feira fechou em R$ 5,384 (Granoeste – Camilo / Stephan).