Comentário de Mercado

SOJA – CBOT opera novamente em forte alta, de 13 a 15 cents, ultrapassando a marca de U$ 14,00/março, nesta manhã de terça-feira. Ontem houve ganhos de 20 cents, fechando em U$ 13,87.
– O mercado se apresenta francamente positivo diante da expectativa de novos cortes nos estoques finais norte-americanos e mundiais no relatório de oferta e demanda de fevereiro, que será divulgado logo mais à tarde.
– Para os EUA, os participantes esperam que os estoques finais passem a ser avaliados muito próximos de 3,0MT rasos. Já, para o mundo, o corte tende a ser de pelo menos 1,0MT, para algo como 83,0MT.
– Analistas esperam poucas mudanças nas projeções de Brasil e Argentina; alterações mais significativas devem acontecer em março, com uma definição mais clara da produtividade das lavouras.
– As novas projeções do USDA devem refletir de forma mais precisa o crescente aperto no quadro geral de oferta e demanda. A forte demanda, notadamente de parte da China, e as adversidades climáticas na América do Sul, com perda de produtividade e atraso na colheita, seguem como elementos de sustentação dos preços.
– Internamente, os preços se mantêm em níveis historicamente altos; porém, são limitados pelas perspectivas de alta dos preços dos fretes e certo recuo dos prêmios, que giram entre 25 e 65 sobre a CBOT para embarque entre fevereiro e março. Negócios continuam escassos e apenas pontuais em razão do atraso na colheita e, sobretudo, porque mais da metade da estimativa de colheita já está comprometida com vendas antecipadas.
– Indicações de compra no oeste do estado, para produto pronto, na faixa entre R$ 167,00/168,00 e para embarque em março, na faixa de R$ 157,00/158,00. Em Paranaguá, interesse de compra no spot na faixa de R$ 171,00 e para entrega em março, na faixa de R$ 164,00/166,00.

MILHO – CBOT opera em alta de 2 a 3 cents, a U$ 5,67/março, nesta manhã de terça-feira. Ontem o pregão fechou em U$5,63, com a expressiva alta 15 cents.
– Logo mais à tarde, o USDA irá divulgar o relatório mensal de oferta e demanda (WASDE) do mês. A expectativa dos analistas é de um novo e expressivo corte nos estoques finais norte-americanos, que são esperados em 34,6MT, ante 39,42MT do relatório de janeiro.
– Os estoques mundiais também são esperados em queda, caindo de 283,83MT, do último relatório, para algo como 280MT. A produção brasileira e argentina também é esperada em queda em comparação com os números de janeiro. No Brasil, a expectativa de colheita está em 108,7MT, ante 109MT; e, na Argentina, em 47,2MT ante 47,5MT do mês anterior.
– Na China, a cotação do suíno na Bolsa de Valores de Dalian subiu a níveis recordes nesta segunda-feira, devido às preocupações com novos casos da febre suína africana detectados no norte do país. Enquanto as cotações do suíno sobem, a do milho e farelo tendem a se enfraquecer diante da possibilidade de certa redução do consumo.
– De acordo com Safras & Mercado, a colheita de milho verão no Brasil atinge 19,5%. No Rio Grande do Sul chega a 44,5%; em Santa Catarina, a 28,2%; em São Paulo, a 6,8% e no Paraná a 2,3%.
– O Plantio de milho safrinha chega a 4%, ante 14% do mesmo período do ano anterior e média histórica de 22,7%. Por estado, a semeadura chega a 7,9% no Mato Grosso; a 2,1% no Paraná; a 0,9% no Mato Grosso do Sul e a 0,5% em São Paulo. As informações são da consultoria Safras & Mercado.
– Ainda de acordo com S & M, a comercialização de milho safrinha/2021 chega a 30,1% em nível de Brasil, ante 21,1% da mesma época do ano passado. Em termos de estados, a comercialização chega a 37,8% no Mato Grosso; 29,9% em Goiás/Distrito Federal, 27,8% no Mato Grosso do Sul; 22,3% no Paraná (22,3%); 12,4% em Minas Gerais e 9,3% em São Paulo.
– Interesse de compra, no oeste do estado, na faixa de R$ 77,00/79,00 por saca, dependendo de localização e prazo; em Paranaguá, na faixa de R$ 80,00/82,00 por saca.
CÂMBIO – Dólar opera estável, na casa de 5,37. Ontem, fechou em R$ 5,372 (Granoeste – Camilo / Stephan).